sábado, 6 de fevereiro de 2010

S.O.S



"Desejo passar o resto da minha vida com você.
Não, uma vida com você nunca será resto."
(Fabrício Carpinejar)

Aconteceu e pronto. O que não é planejado emociona bem mais do que confirmar expectativas.
E não dá pra ser discreto, pois como dizia Martha Medeiros "toda pessoa apaixonada é um publicitário em potencial": anuncia seu amor como se vivê-lo em segredo diminuísse sua intensidade. Começamos na escola quando escrevemos o nome do amado em letras gritantes no caderno cheio de corações com caneta vermelha. Logo em seguida estará pixado nas paredes "Fulana + Fulano" e por aí vai...
Conforme vamos crescendo a veia publicitária tende a se tornar mais discreta, o amor não é mais anunciado em muros ou bancos de praça, mas fica estampado em nossa cara, nos olhos que brilham ao pronunciar seu nome, nas fotos ao melhor estilo "boba-alegre", ao imitar o jeito engraçado como ele faz isso e aquilo, ou ao relatar a forma doce como ele fala quando está cansado. A paixão está clara no sorriso constante, no bom humor inabalável.
Sempre vem alguém que pergunta se não temos medo, medo de não dar certo, mas eu não acredito nisso de "não dar certo"... Sempre deu certo! (Enquanto durou, mas deu certo).
Olhe para suas relações passadas sempre com muito carinho, você deve a elas o seu nivel de maturidade emocional, mesmo que baixo.
Também não tenho medo de querer mais e mais até enlouquecer, medo tenho é de enlouquecer sozinha. Não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha. Quem tem medo dessas coisas na verdade tem medo é de já estar apaixonado.
Permita-se. O que importa no final é ter pra quem mostrar que o sol está lá, e brilha, muito.
Eu me permito. Quero ouvir John Mayer em noite chuvosa, tendo de um lado um livrinho na cabeceira da cama e do outro o homem que amo.



- Que a gente brigue por ciúmes, porque ciúmes faz parte da paixão, mas que faça as pazes rapidamente, porque paz faz parte do amor.
Quero ser lembrada em horários malucos, todos os horários, pra sempre.
Minimizando os defeitos, enfatizando as qualidades.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Melhor me mostrar seus defeitos, o que voce tem de pior, que é pra ver se eu paro de pensar em voce.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

"Penso também outra coisa de gente grande: não adianta muito você se enfeitar todo pra uma pessoa gostar mais de você. Porque, se ela gostar, vai gostar de qualquer jeito, do jeito que você é mesmo, sem brilhos falsos."

Caio F. Abreu
Nunca pensei que pudesse ser tão forte, que fosse machucar tanto. muitas vezes eu duvidei das minhas próprias palavras, mas agora vi que duvidei de mim mesma a toa. porque na verdade, eu deveria ter duvidado apenas de você, das suas palavras, dos seus atos, dos seus sentimentos. Foi falso e não assumiu se quer um único deslize que você tenha cometido. Me rotulou da pior forma. Disse que iria ser pra sempre, mas nem se quer teve a paciência de me ouvir. Achou que estava certo e disse que eu sempre me achei a certa. Nunca demos o braço a torcer. Parece até que escolhemos sofrer. O problema é que eu sempre me importo demais, que eu fico querendo voltar atrás, ao invés de apenas esquecer.


- Angela Friedemann.
"Neste mundo de romances baratos
E amores que acabam após a dança,
Digo que estou esperando por algo mais..."

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Para algumas pessoas, o silêncio imposto é uma estrada longa e torturante, da qual não se sabe se há volta ou saída.






Quem sabe o melhor mesmo seja ficar sozinha por uns tempos... Não em silêncio... apenas só.
Pelo menos sozinha, talvez eu consiga lidar com a minha própria companhia, e aceitar minhas qualidades e defeitos.
As minhas verdades me bastam, mesmo sendo mentiras. Não é mais tempo de reconstruir.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Quando a inspiração ou a dor da falta de alguém parece dominar meu coração, encontro-me em Caio F., que transpôs em palavras toda a minha emoção... Mesmo sem saber que eu era eu. Mesmo sem saber que, em algum lugar do mundo, eu já existia e parecia tão consistente, tão cheia de medos, inseguranças, felicidades, tristezas e lembranças.

§

"Ah, fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, noites afora, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não conseguirás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dele, em algum cheiro estranho o cheiro preciso dele."

§
"Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso."

§
"Não sei se em algum momento cheguei a ver você completamente como Outra Pessoa, ou, o tempo todo, como uma possibilidade de resolver minha carência. Estou tentando ser honesto e limpo. Uma Possibilidade que eu precisava devorar ou destruir."

§
"Algumas vezes eu fiz muito mal para pessoas que me amaram. Não é paranóia não. É verdade. Sou tão talvez neuroticamente individualista que, quando acontece de alguém parecer aos meus olhos uma ameaça a essa individualidade, fico imediatamente cheio de espinhos - e corto relacionamentos com a maior frieza, às vezes firo, sou agressivo e tal. É preciso acabar com esse medo de ser tocado lá no fundo. Ou é preciso que alguém me toque profundamente para acabar com isso."

§
"Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu. "
§
E tudo que eu queria, neste momento, é que todas as barreiras fossem rompidas. Como numa guerra em que se derrubam muros e casas sem a menor preocupação do que possa estar acontecendo naquele local, naquele momento.
§
Não... eu queria imaginar apenas que você, como o mar, iria até a beira da praia como uma onda, às vezes suavemente, outras vezes de maneira violenta... Mas, iria até lá como se fosse uma atitude própria do teu destino e voltasse logo em seguida a se misturar às águas profundas que escondem os mistérios da essência de uma estrela.
§
Mesmo em silêncio, não me sinto calar. Minha boca está fechada... não consigo ouvir o som da minha própria voz (ou da tua), mas ainda assim sinto minha alma gritar, esbravejar como um bicho enjaulado, furioso, gritando e implorando por liberdade. E isto vem me atormentando dia e noite... todos os dias da minha vida. Porque você pode até silenciar a voz, mas nunca o espírito. E o meu espírito grita, implora, esbraveja, luta violentamente para permanecer... LIVRE.