sábado, 24 de dezembro de 2011



Merry Xmas.
Meu melhor presente de natal. Parabéns pra gente, mais uma vez. ♥

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

‎"Era só uma brincadeira, não era? A gente ficar. Juntos. Digo, sermos qualquer coisa no plural.

 Mais que abraços demoradamente constrangedores de até amanhã e beijos no rosto com os 

olhos querendo se fechar."

domingo, 18 de dezembro de 2011

Poderia chamar de mania toda essa constante vontade de estar do seu lado, poderia chamar de vicio ou nominar como eterna maneira de ser. Ainda me pergunto, como pude viver tanto tempo sem você? Hoje, eu percebo que nada se torna completo se você não está ao meu lado, e nada se faz bonito sem a sua beleza. Eu não sei, não sei diretamente como te explicar, o quão colossal tal sentimento que nasceu em mim se tornou. Você torna tudo em minha volta bonito, e consegue de forma linda colorir cada parte preto e branca do meu mundo. Mundo que entreguei em suas mãos quando pude, e criei pra nós um universo paralelo, da onde nada além do nosso amor faz sentido. Tudo em mim faz parte de você, e nada sem você me completa. 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Gabito Nunes - Ledo Engano


Não fala nada, só me escuta. Bem, não sei direito por onde iniciar, não preparei nada, até porque não tinha ideia de qual seria minha reação ao tocar os pés em Porto Alegre outra vez. Eu voltei hoje. Quer dizer, agora. Ainda estou aqui, no aeroporto, pra dizer a verdade. Tem gente me esperando, tenho tantos amigos pra rever, coisas pra contar, toda uma viagem de sete anos pra descrever. Mas eu só consegui pensar em você, garota. Chegar e poder abraçar meus pais, meus irmãos, me faz bem. Mas, com você, sei lá, te ver de novo, te abraçar, sentir o perfume nos seus cabelos, sete anos depois, imaginar isso explode um sorriso no meu rosto, eu fico delirantemente feliz.

Eu sei, fui egoísta. Larguei tudo pra trás, quem eu penso que sou pra sonhar que tudo é como foi? Ninguém. Sei enxergar isso. A gente tem fome de vida, de tudo, luta contra a morte o tempo inteiro e esquece que provavelmente o amor é maior que as duas coisas juntas. Mas isso você se dá conta quando pisa os tênis sujos de mundo no seu velho lugar, e a pessoa que você em momento algum se esqueceu de lembrar não está lá pra te receber. Eu quis manter todas as minhas opções abertas e agora estou pedindo perdão pela minha incapacidade de me prender, de ficar. Não é irônico?

Você terá todo o tempo do universo pra me odiar. Por isso eu peço, espera, me deixa terminar. Preciso falar, tenho pressa e preciso ser rápido, se quiser alcançar o calcanhar do passado. Olha, eu gosto de você. Eu realmente achei que poderia beijar sua testa, sentir duas semanas de dor misturada com a empolgação de sofrer na Inglaterra, e depois sentir que tudo bem, se eu nunca mais pudesse vê-la. Eu me iludi achando que mesmo muito longe, talvez compartilhando fotografias e mensagens eletrônicas breves, nós daríamos um jeito de estar juntos, próximos, ligados. Ledo engano. Eu pedi pra você esperar, você me olhou com aquela inesquecível feição de - eu espero, se você esperar aqui comigo.

Sim, estamos falando de sete anos. Sete! Que direito eu tenho? Talvez você esteja casada e com filhos, embora não soe muito como a sua cara. Mas fica quieta, não diz nada, deixa eu continuar assim que reaver meu fôlego. Bem, eu estou sozinho. Eu andei sozinho. Eu queria me encontrar, achei que lendo Nick Hornby em Holloway ou pegando algum trem noturno escutando Ian Curtis, tudo isso aconteceria naturalmente. A má notícia é que Londres tem dias escuros e noites mais negras ainda, coisa que salienta o brilho das estrelas. E isso me fazia desejar o que não estava perto. São sete anos sem olhar para o céu. Só me achei quando pousei e vi uma criança pulando no abraço de alguém que ama muito e não via há várias estações. Eu quis aquilo pra mim. 

A gente dá as costas para as emoções fortes em nome do êxtase, porque consideramos que o êxtase é o melhor. Não sabemos sentir o que é realmente importante e bom. Essa vontade estúpida de sair por aí querendo não perder nada acabou me fazendo perder tudo. Perder você, perder manhãs que eu podia ter acordado do teu lado, perder a ideia de passear contigo num parque, só soltando sua mão pra achar um trocado que pague uma coca-cola gelada. Sete anos é tarde demais pra chorar de saudade? Como assim, quem fala? Qual o número aí? Desculpa, foi engano meu. Esquece tudo que eu falei, senhora.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

10. ♥

terça-feira, 1 de novembro de 2011



Não sei ao certo qual foi o momento ou o motivo. Sei que você me aconteceu de maneira simples, mas se intensificou em mim e quando me dei conta, já estava assim, navegando e flutuando em seus olhos e nesse sorriso que aparece em você, quando olha pra mim.

Há algo em você que me encanta, não apenas o que observo e me faz suspirar, mas percebo que há "algo mais", que instiga, me prendendo a você. E sempre que te olho, penso: "Que sorte a minha ter ele!" - E volto a me questionar por onde anda esse "algo mais" que consigo notar, quando olho nos seus olhos e sentir quando está perto de mim. 

Acho que esse "algo mais" é o meu amor, o qual faz meu coração dar pulos aqui dentro e meu subconsciente praticamente gritar nos meus ouvidos quando te vejo: "É ele! É ele!" - Sim, é você! E vem sendo só você há nove meses, os quais eu tenho adorado ter uma história de amor pra contar. Os quais sabemos que gerarão muitos outros meses, anos e enfim... Completamos esses dias também um ciclo das estações. Que possam vir muitas outras estações por aí. E virão, nós sabemos disso!
Já quis ser psicóloga, médica, engenheira, bióloga, arquiteta, fotógrafa e super-herói. Hoje brinco de projetar, mas não desisti de ser super-herói.

Stefani Joanne (mais conhecida como Lady Gaga) disse que algumas mulheres escolhem seguir um amor e outras mulheres escolhem seguir seus sonhos. Eu sigo os dois: um amor e um sonho, porque, pra mim, os dois são uma coisa só.

O que eu preciso não esta em Paris, Nova Iorque ou Londres. Não esta nas vitrines das lojas, nem no comercial da televisão. Não se compra com papel, não vem embalado, não mata a fome. Não é de vidro, nem de plástico, nem de ouro. O que eu preciso esta bem aqui, DO MEU LADO. Tem nome, endereço e telefone e, diga-se de passagem, um sorriso lindo.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

love, love, love, love...
Melhor do que sonhar com você, é realizar esse sonho.
9 meses. Congrats to us ♥

terça-feira, 4 de outubro de 2011


Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se. 

Sentir-se amado - Martha Medeiros 

Olha, não sei qual dói mais. Quando acaba, quando sentimos que acabou, ou quando a gente precisa cair na real que acabou e já faz tempo.
Te preciso aqui. Queria que chegasse de surpresa, na realidade. Me mandasse uma mensagem no celular dizendo: ‘Não vai abrir a porta para mim?’ Ou: ‘Terei que esperar muito tempo mesmo em pé aqui atrás da porta?’ Algo que me arrancasse um sorriso involuntário do rosto, entende? Aquele que só você consegue tirar. Quero me esquentar em você e poder encostar minha cabeça no seu ombro, falando tudo o que aconteceu comigo durante o dia — o que provavelmente não será muita coisa. Quero que deite a cabeça no meu colo para que eu possa te fazer cafuné, mexer em seu cabelo até fechar os olhos. Quero te ver inocente, longe daquele escudo que temos que usar todos os dias ao levantar da cama. Te quero sem nada disso. Te quero puro. Sem armações ou contra-ataques. Quero poder te sentir desprotegido para que eu possa te proteger. Quero te fazer sorrir para sentir aquela sensação boa. Quero te ter em meus braços, em meus abraços. Quero seus olho fixos nos meus, sua mão segurando a minha, seus dedos entrelaçados aos meus. Quero nós dois. Odeio singular. Prefiro plural. Ainda mais se tratando de você — ou de nós. Te preciso todos os dias da minha vida ao meu lado. Te quero todos os dias da minha vida ao meu lado. Quero poder te fazer dormir e ouvir apenas a sua respiração e sentir as batidas do seu coração descompassadas. Quero poder velar por seu sono. Quero poder te acordar na manhã seguinte com beijos carinhosos. Quero te preparar café da manhã e enquanto faço o café, te sentir me abraçando por trás e beijando minha nuca. Quero sentar à mesa com você, podendo te ver sorrir com os olhinhos inchados de quem acabou de acordar, a voz rouca e o cabelo bagunçado. Quero durante a tarde, tentar ler um livro enquanto você ouve música no volume alto apenas para me irritar, me obrigando a parar o que estou fazendo para lhe repreender e te sentir me roubar um beijo para que eu me ‘acalme’. Quero poder ir com você ao supermercado andando de mãos dadas na rua, vendo os olhares curiosos das pessoas tentando lembrar de onde te conhecem, sendo que nem conhecem. Quero te comprar um sorvete e nos lambuzarmos por inteiro. Quero que você me assuste enquanto lavo o quintal, apenas para poder te molhar com a mangueira, fazendo com que você a tome da minha mão, molhando à mim também. Quero que me abrace, quando ver que estou tremendo de frio pelo fato da água estar gelada e me aqueça com seu corpo também gelado. Quero assistir um filme de terror com você durante a noite, debaixo do edredon, deitada em seu colo, te sentindo me fazer carinhos. Quero te beijar durante o filme, te agarrar quando sentir medo e te pedir que me proteja. Quero adormecer em seu colo, sendo carregada até a nossa cama por você. Quero segurar em seu braço, quando estiveres se afastando de mim, te puxando para deitar ao meu lado e adormecer ali comigo. Quero poder acordar na madrugada e sorrir, por te ter ao meu lado. Quero te olhar dormindo… Tão anjo, tão calmo, tão vulnerável… Te quero, meu menino. Te quero de todo jeito e maneira possível. Te quero todos os dias possíveis. Te quero com todo humor possível. Te quero, simplesmente pelo fato de amar. De amar você, meu amor.

Gosto de palavras na cara. De frases que doem. De verdades ditas (benditas!). Sou prática em determinadas questões: ou você quer ou não. Acho um stress ficar pensando que, se o cara está distante, é por minha causa. Ou por causa do trabalho. Da família. O que for… Então, não me peçam para ler sinais. (Estou cansada disso!). Me escrevam um bilhete num post-it, eu prefiro. É muito melhor do que ficar no vácuo!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

"Watch carefully how he treats other people around. When love disappears, you will be treated the same."

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Era para freiar, eu acelerei...

“Eu não quero viver longe de você. Digo, viver sem falar contigo, sem saber como foi o seu dia, o que você fez, como esta se sentindo. Até porque, longe fisicamente de você eu já estou.”
(Caio Fernando Abreu)


not yet
Hoje eu saí de casa tão feliz,
que nem me lembrei que em algumas horas
a tristeza bate, me sacode e me faz sentir dores
que eu não imaginava que continuavam ali.



Caio Fernando Abreu
Você passa a vida inteira acreditando que você está no trilho certo, só para no final descobrir que estava no trem errado.

Não estou mais interessado no que sinto, não acredito em nada além do que duvido. Você espera respostas que eu não tenho, mas não vou brigar por causa disso, até penso duas vezes se você quiser ficar.
Sereníssima - Legião Urbana
Não existe amor à primeira vista. O que existe é a pessoa certa, no momento certo. Você por acaso estava lá. (Renato Russo)
E a gente perde tempo esperando o tempo passar...

E eu me prendo em algo que não tenho.
Linkin Park

A gente queria ficar apertado assim porque nos completávamos desse jeito, o corpo de um sendo a metade perdida do corpo do outro. Tão simples, tão clássico.
Caio Fernando Abreu


“Ando muito só, um tanto assustado, e com a esquisita sensação de que tudo acabou. Ou pelo menos está se transformando — e radicalmente — em outra coisa. E tão vago, não sei sequer dizer do que se trata.”
— (Caio Fernando Abreu)
Querendo ou não, caminhos diferentes foram tomados e a gente tem que aceitar.

Tem um congestionamento aqui dentro de mim. São muitas pessoas querendo falar, se exibir, se expressar. Achei que estava entrando num período de calmaria, a maturidade afinal, e de repente esse furacão.



Algo dentro deste coração morreu.  
Green Day

terça-feira, 27 de setembro de 2011

eu não sei o que há de tão interessante nessa vida para todo mundo ter tanto medo de morrer…

“Ele não queria entrar noutra história, porque doía. Ela não queria entrar noutra história, porque doía. Ela tinha assumido seu destino de mulher totalmente liberada, porém profundamente incompreendida, e aceitava a solidão inevitável. Ele estava absolutamente seguro de sua escolha de homem independente que não necessita mais dessas bobagens de amor.”
— Caio Fernando Abreu  

"Eu não sei guardar coisas. Se eu compro chocolates, como todos no mesmo dia.
Se eu compro balas, chicletes, devoro todos em minutos, compulsivamente. Detesto saber que algo me espera, quero acabar logo com aquilo. 
Não sei lidar com a responsabilidade da felicidade. Eu tenho um homem lindo me esperando essa hora, e eu quero com todas as células do meu corpo ir ao encontro dele. Mas eu não sei lidar com tanta felicidade, por isso estou planejando a morte dele. Estou planejando matá-lo com minha estupidez, quero que ele morra fulminado pelas minhas armas de boicote. 
Quero que ele perceba o quanto sou chata, ciumenta, louca e doente. E que ele enjoe logo da minha cara abatida de intensidade. Morra e me liberte dessa alegria incontrolável. Passe desta para uma melhor, porque eu sou um lixo. 
Eu lembro daquele conto da Clarice em que a garotinha ruiva guardava os contos para ler depois, porque queria prolongar o mistério da felicidade. Pois eu quero mais é botar fogo em todos os contos de felicidade que a vida escreve para mim, porque por alguma razão maluca a felicidade me escraviza, me paralisa, me faz ficar triste. 
Eu olho para você e tenho tanta, mas tanta alegria em saber que você existe, que sinto ódio. Ódio de eu não mais esperar por você. O sentido da minha vida era encontrar você.  O motivo para eu seguir adiante nos corredores escuros e bater em portas obscuras, era a sua busca. Você me roubou de mim mesma. E eu sou tão ciumenta que estou com ciumes de mim. Você me tirou da minha vida incompleta. E me transformou numa completa idiota. 
O amor é uma doença. Eu sinto náuseas, febres, dores musculares. Eu acordo assustada no meio da noite. Eu choro à toa. E esse mundo é tão novo pra mim, que eu te odeio. 
Que eu estou pequena nele, e preciso de você o tempo todo para me abraçar e dizer que está tudo bem. E quando você não está por perto, eu caio. Porque não sei nada desse mundo de alegrias e coisas bonitas. Se eu tentar fugir, escorrego no perfume da minha nova vida. A nova vida que não sei viver. A nova vida que quero viver ao seu lado. Ao lado do homem que eu odeio porque nunca amei tanto. Ao lado da felicidade que eu odeio porque se ela acabar, não sei mais se consigo voltar pra casa. E nem se quero. 
Sim, o mundo é imperfeito, as pessoas traem, o amor não existe, seu marido me come, seu namorado me come, o mundo quer me comer enquanto você borda seu laço cor-de-rosa. Agora eu estou aqui, inconformada com o seu passado, querendo matar suas lembranças. Com ciumes do seu silêncio porque ele está com você a mais tempo do que eu e eu tenho medo do quanto ele te consome, com ciumes do seu sono porque ele te leva do meu foco. Com raiva da sua importância porque ela me congela, com raiva do tempo que não dura para sempre quando você me olha sabendo das minhas loucuras e ainda assim me amando. Agora eu estou aqui, querendo que todos os amores do mundo durem para sempre, e que nenês nasçam, e que árvores cresçam e que garotas vagabundas não nos invejem e que os desejos das nossas sombras não nos traia. Agora eu estou aqui, de quatro, de lingua no chão, te odiando muito, virando a cara, socando você, cuspindo em você, te tratando mal, tudo isso porque não sei lidar com o mundo girando na minha barriga, a tontura do amor, o enjôo do vício em você, a dor do músculo quando me separo. Pode parecer maluco, mas todas as minhas súplicas para que você desista de mim, é um jeito maluco de pedir que você não desista NUNCA, pelo amor de Deus."


É um sentimento estranho. Estou triste, chateada, desanimada.. Mas a culpada sou eu mesma. 

“— Mas eles não se amavam?
— E quem disse que só amor é o suficiente?”

Morta por dentro. Aparentemente feliz.



“Eu queria que fosse assim. Eu queria que fosse do jeito que eu queria que fosse. Eu queria que acontecesse tudo que planejei. Eu queria que desse certo. Eu queria tudo à nosso favor. Eu queria tudo em ordem. Eu queria viver. Eu queria que o mundo parasse e houvesse apenas eu e você. Eu queria, só queria. Mas hoje, não quero mais.”


  • - Então, você estava tentando se matar?
  • - Já morri, há muito tempo. E ninguém percebe.

“Um amor como o nosso está fadado a acabar. E eu já não tenho mais fôlego pra soprar a fogueira.”

- Cazuza.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Ouço músicas e encontro a nossa história no meio das letras - Caio Fernando Abreu.
E no meu imaginário voce sabe me ch(amar).

Eu não quero ser melodramática nem nada, mas eu realmente to precisando de você pra minha felicidade ser completa.

A solidão não enlouquece, faz pensar. O pensamento enlouquece.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011


“Quando a vida lhe oferece um sonho muito além de todas suas expectativas, é irracional se lamentar quando isso chega ao fim”
Crepúsculo – prólogo.


“Quando a vida lhe oferece um sonho muito além de todas suas expectativas, é irracional se lamentar quando isso chega ao fim”
Crepúsculo – prólogo.

“Quando a vida lhe oferece um sonho muito além de todas suas expectativas, é irracional se lamentar quando isso chega ao fim”
Crepúsculo – prólogo.

“Quando a vida lhe oferece um sonho muito além de todas suas expectativas, é irracional se lamentar quando isso chega ao fim”
Crepúsculo – prólogo.

“Quando a vida lhe oferece um sonho muito além de todas suas expectativas, é irracional se lamentar quando isso chega ao fim”
Crepúsculo – prólogo.

“Quando a vida lhe oferece um sonho muito além de todas suas expectativas, é irracional se lamentar quando isso chega ao fim”
Crepúsculo – prólogo.

“Quando a vida lhe oferece um sonho muito além de todas suas expectativas, é irracional se lamentar quando isso chega ao fim”
Crepúsculo – prólogo.

“Quando a vida lhe oferece um sonho muito além de todas suas expectativas, é irracional se lamentar quando isso chega ao fim”
Crepúsculo – prólogo.

“Quando a vida lhe oferece um sonho muito além de todas suas expectativas, é irracional se lamentar quando isso chega ao fim”
Crepúsculo – prólogo.

“Quando a vida lhe oferece um sonho muito além de todas suas expectativas, é irracional se lamentar quando isso chega ao fim”
Crepúsculo – prólogo.

“Quando a vida lhe oferece um sonho muito além de todas suas expectativas, é irracional se lamentar quando isso chega ao fim”
Crepúsculo – prólogo.

“Quando a vida lhe oferece um sonho muito além de todas suas expectativas, é irracional se lamentar quando isso chega ao fim”
Crepúsculo – prólogo.

“Quando a vida lhe oferece um sonho muito além de todas suas expectativas, é irracional se lamentar quando isso chega ao fim”
Crepúsculo – prólogo.

“Quando a vida lhe oferece um sonho muito além de todas suas expectativas, é irracional se lamentar quando isso chega ao fim”
Crepúsculo – prólogo.


Talvez: Resposta pior que "não", uma vez que ainda deixa, meio bamba, uma esperança. - Pedro Bial.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011


Eu penso em desistir de tudo, todos os dias.
Mas não te procuro mais, nem corro atrás. Deixo-te livre para sentir minha falta, se é que faço falta... - Caio Fernando Abreu.
Já coloquei a música que me fazia mal e fechei os olhos (…), só pra chorar, na esperança de tudo aquilo fosse passar. - Caio Fernando Abreu

"Ultimamente não estou esperando coisas boas nem ruins, de nada e nem de ninguém, por mim tanto faz. Cansei de criar falsas expectativas." - Caio F. Abreu.

Vontade de dizer, e medo de ouvir a resposta.

- Oi…

- Quem é você?

- Você já me esqueceu?

- Esqueço fácil as pessoas.

- Você dizia que eu era importante.

- E você deve ter brincado com meu coração.

- Como deduz algo tão absurdo?

- Só esqueço quando saem da minha vida, e se você saiu, você brincou com ele.

- Sorte sua.

- Sorte?

- É, esquecer as pessoas tão fácil assim.

- Ah sim, sorte… Acho que não. Aprendi a lidar.

- Mesmo assim.

- Já se passaram alguns anos, o tempo ajudou.

- Mas você disse que não lembrava…

- Mas eu lembro. Você foi a única pessoa que eu não esqueci.

- Ah…

- Não fui sutil o bastante?

- Eu também não esqueci você.

- Isso é fato, afinal, foi você quem veio aqui.

- Só queria botar a conversa em dia, quer um chá gelado? Sei que você gosta.

- Gostava, ficou meio amargo depois de um tempo, assim como você. Licença, você está me atrapalhando a regar as flores.

- Desculpe.

- Tudo bem, é só chegar um pouco para o lado.

- Não, me desculpe por ter partido.

- Você teve que partir… A cidade já não era boa.

- Não, desculpe por ter partido seu coração.

- Ah, isso? Tudo bem, me dê mais alguns anos e eu esqueço.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011



“Falando sério, tenho andado bastante sozinho, sobretudo ultimamente. É um tempo de agitações, de ímpetos de impaciência, ansiedade e mau humor. Contando com a resolução das coisas, que chegue logo um futuro que sei que virá, sabendo que nada mais depende de alguma ação minha. Só da minha habilidade em esperar. E isso me lembra que não há mais com quem contar, além do tempo. Que ando meio sozinho e assim eu quis, de certa forma.” - Gabito Nunes.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

"Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café as cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de coca-cola, o armário de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração." — Caio Fernando Abreu
"O que eu peço é que você seja sempre de verdade também. Que me queira assim, imperfeita e cheia de confusões. Que saiba os momentos em que eu preciso de uma mão passando entre os fios de cabelo. Que perceba que às vezes tudo o que eu preciso é do silêncio e do barulho da nossa respiração. Que veja que eu me esforço de um jeito nem sempre certo. Que veja lá na frente uma estrada, inteiramente nossa, cheia de opções e curvas. E que aceite que buracos sempre terão." — Clarissa Corrêa
De vez em quando me pego planejando futuros tão absurdos.
"Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás." — Caio Fernando de Abreu
"Dá um certo trabalho decodificar todas as emoções contraditórias, confusas, somá-las, diminuí-las, e tirar uma síntese (…) Mas eu não quero ter vergonha de nada que eu seja capaz de sentir…" — Caio Fernando Abreu
"Eu também tive meu coração machucado. Me dei mal, meu bem, ninguém escapa." — Caio Fernando Abreu
"Você sempre é assim. Presa demais, querendo nomear sentimentos ocultos, quando o que precisa é deixar-se levar. Se jogar nestas águas, perder-se de vez em quando. Mas não. Está tão presa ao estado habitual que se esquece de sentir. Perca-se de vez em quando assim como eu me perco em teus olhos, sempre a procurar por algo e seus devidos significados."
"Sei lá, a tua ausência me causou o caos." — Maria Gadú.
"Sei que incerteza traz inspiração." — Fernando Anitelli

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

‎'Don't know if I could ever be without you, cause boy you complete me. And in time I know that we'll both see: That we're all we need.. Cause you're the apple to my pie, you're the straw to my berry, you're the smoke to my high, and you're the one I wanna marry.. Cause you're the one for me.. ;)'

http://youtu.be/GXxbC0B_74s



et moi je t'aime un peu plus fort...
Mas como menina-teimosa que sou, ainda insisto em desentortar os caminhos. Em construir castelos sem pensar nos ventos.
— Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

“És minha anestesia. Só tu alivias minhas dores internas e externas. Basta uma ou duas palavras tuas, para que todos os meus problemas e anseios evaporem. Em teus braços deleito-me ao farfalhar de tua voz rouca, sempre a sussurrar em meus ouvidos os mais insanos poemas. Vens e consigo trazes a primavera, sempre a florir minha’alma. Teus beijos derretem o inverno cortante em que se encontra meu coração, antes tão gélido e desesperançoso.”
“Ela tinha olhos formidáveis, atos imprevisíveis. Parecia ter vivido as mais tempestuosas experiências e conseguido sair dessas de forma elegante, caminhando em salto agulha. Seu sorriso era caloroso, ofuscava mistério e serenidade. Aquele sorriso capaz de curar um enfermo, apaziguar uma guerra, trazer luz e calor aos corações mais insípidos. Essa moça, tão moça, conseguiu despertar em mim a mais estranha e adorável sensação. Incrédulo, indagava-a por que eu teria sido sua escolha, por que dentre tantos melhores que eu, ela havia optado justo a mim. Sorrindo, afagou meus cabelos e disse-me que por tempos, peregrinava entre mundos de olhos vendados, onde destinos se cruzavam, onde optava entre o certo e o errado. Suas bochechas coraram, pude senti-las queimando, quando disse que apenas eu fui capaz de deixá-la sem escolha. Capaz de fazê-la sentir minha presença e a importância desta em sua vida, mesmo de olhos vendados.”
”Preguiça dobrada, semana lotada. Lotada de nada, de falta de vontade. Só a certeza de que a barriga vai empurrar a semana toda. Sem abraços e sem sorrisos. Só eu e eu. Só você e você. Ai de quem conhece a solidão, porque no frio, até ela se sente só.”
“Nunca precisei de palavras bonitas, ou da piedade alheia. Conselhos furados, provérbios, versículos, músicas felizes, livros de auto-ajuda. Não. Eu sempre me virei sozinha, sempre foi assim. Consolava-me, afagava meu próprio cabelo e dizia para mim mesma que tudo iria se acertar, que isto era apenas uma intempérie. Mas as coisas mudaram quando você chegou e me deixou mal acostumada. Acalentou-me, cuidou de minhas feridas, recitou poemas com meu nome, me fez provar do fel ao mel vida. Mimou-me como ninguém. Eu que sempre joguei os dados, tomava a frente sobre qualquer decisão, tornei-me um ser dependente. Dependente de suas palavras, dos seus sorrisos, dos seus abraços. Dependente de sua presença.”

“-Tô esperando, você vai falar mais alguma coisa?
-Não.
-Então eu vou desligar.
-Não, não desliga. Então eu falo. (silêncio) -Olha, eu realmente não tenho tempo pra essas coisas, se você não tem mais nada pra me dizer, tô desligando. -Eu tenho. Tenho um milhão de medos presos aqui nessa linha. Se você desligar, sua vida vai seguir. A minha vai ficar contida nesse aparelho eletrônico. Eu já sou contida de tantas maneiras… Na verdade eu só queria te dizer que por mais que o tempo passe, não consigo preencher meus buracos. Eu olho em volta e não procuro nada. Só porque eu sei que não há nada. Só porque eu sei que o nada que eu quero tá longe de mim. É tudo um enorme, frio e presente nada. Um vazio do tamanho da minha quase existência. Eu quase existo, sabia? Afinal, quem existe por inteiro? Eu não. Eu sou metade amada (porque ninguém me assume por inteiro); metade interessante (porque assusto quem eu quero aproximar e frustro os que ignoram minha muralha); metade culpada (porque ninguém tem obrigação de me amar de verdade quando eu crio bloqueios tristes e vazios). Se você quiser desligar, tudo bem. Eu só tava fazendo drama. Claro que eu vou sobreviver, né? Nunca precisei de uma ligação pra me manter inteira. Mas me diz, e você, tá bem?”

Verônica Heiss


“Confesso que às vezes me dão umas crises de choro que parecem não parar, um medo e ao mesmo tempo uma certeza de tudo que quero ser, que quero fazer. Confesso que você estava em todos esses meus planos, mas eu sinto que as coisas vão escorrendo entre meus dedos…”
Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 24 de agosto de 2011


"Odeio ler nos seus olhos que as coisas estão mudando, essa sensação de que com o tempo ninguém pode." - Gabito Nunes.

terça-feira, 23 de agosto de 2011


18 minutes to 7 months. ♥
Eu sempre fui do tipo de garota que deitava a cabeça no travesseiro e ficava desejando certas coisas pra minha vida amorosa. Eu sempre duvidei que pudesse existir alguma pessoa com certas características, e certas atitudes. Eu fechava os olhos e pedia pra algum dia na minha vida conhecer alguém especial. Pra conhecer alguém que tivesse princípios tão bons quanto os meus. Pra conhecer alguém que fosse romântico. Pra conhecer alguém que fizesse simplesmente tudo o que estivesse ao alcance dele, pra me deixar bem. Pra conhecer alguém que me tratasse como um anjo, mesmo sendo no pior dia da vida dele, alguém que tivesse paciência em tentar entender as coisas que eu sentia, alguém que fosse capaz de estar ao meu lado, sem ao menos eu mesma perceber. Alguém que não me deixaria esquecer um dia se quer, o quanto ele me ama, alguém que fica feliz só pelo fato de me ver sorrindo, que fosse capaz de parar tudo e ir contra todos, pra ficar comigo, alguém que se declarasse pra mim a todo o momento, e me mandasse mensagens no meu celular/facebook/email dizendo que está com saudade. Alguém que inesperadamente me ligasse ou entrasse em algum lugar só pra dizer que me ama, e lembrar o quanto é difícil ficar longe de mim, alguém que me dê carinho, e segure a minha mão, que fixe meus pés no chão mas que nao pare de sonhar comigo, alguém que chame minha atenção, alguém que me de conselhos sobre qualquer coisa, alguém que abra meus olhos pra vida, alguém que nao me abandona, que entende quando to de tpm, quando to carente, quando to sensível, alguém que nunca brigue comigo e alguém que nunca faça joguinhos, alguém capaz de me abraçar quando eu reclamo do frio, alguém que não deixa em nenhuma hipotese a gente ficar mal, e sempre quer conversar sobre qualquer coisa, principalmente quando essa "qualquer coisa" seja algo que esteja me incomodando, alguém que possa ouvir meus medos infantis com a mesma atenção que ouve minhas declarações, e principalmente alguém que mostre que meus medos sao realmente infantis e que não precisa existir. Alguém que me de segurança, alguem que mostre que eu possa confiar com todo meu coração, alguém que não vai me machucar, alguém que não va me deixar de lado e que se preocupe com minhas opiniões. Alguém que seja sincero e que não minta, alguém que estivesse disposto a viver uma vida incrível. Pra conhecer alguém que se importe em ler esse texto, e sorrir quando estiver passando por essa linha… Fato é, que eu desejei isso por muito tempo, mas nunca acreditei que esse alguém poderia existir. Mas existe desde o dia 10 de julho de 1987. E como se não bastasse existir, em muito menos tempo do que eu imaginei, posso chamar de (inteiramente) meu.

Mas a verdade é que eu odeio o equilíbrio. Porra, se eu tô puta, eu tô puta! Se eu tô com ciúme, não vou sorrir amarelo e mostrar controle porque preciso parecer forte e bem resolvida. - Tati B.
Mas a verdade é que eu odeio o equilíbrio. Porra, se eu tô puta, eu tô puta! Se eu tô com ciúme, não vou sorrir amarelo e mostrar controle porque preciso parecer forte e bem resolvida. - Tati B.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011


parece verdade, mas é mentira.


acredito que é mentira, ai já é verdade.

você, esse enorme ponto de interrogação que eu não consigo decifrar. e insisto.

Hey, garota, faça um favor: não fique esperando.
Já lhe fizeram sofrer demais.
Já lhe fizeram feliz demais.
Tá na hora de você mesma fazer algo por você,e só você pode fazer.

— Engenheiros do Hawaii - Algo por você

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Eu só queria que você soubesse que eu tô desistindo, tô indo levando meus pedaços, te peço que não venha atrás, eu sinceramente preciso mais de mim agora do que de qualquer outra pessoa, peço pra que não pense no que poderia ter sido, pense apenas no que foi e principalmente, não me peça pra ficar, não diga que me ama se não sentir, porque machuca, como machucou todo esse tempo e você não viu, apenas sorria e diga adeus, diga até um dia, não espere de mim o que você nunca me deu.


Como podem palavras de anos, servirem tao bem hoje?

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Sabe, estou sempre sentado estrategicamente a 30° de inclinação do eixo do meu mundo, que ultimamente, não sei a causa, tem sido você.
Não foi desejo. Nem vontade, nem curiosidade, nem nada disso. Foi um choque elétrico meio que de surpresa, desses que te deixa com o corpo arrepiado, coração batendo acelerado e cabelo em pé. Foi sentimento. Não foi planejado, nem premeditado. Foi só um querer estar perto e cuidar, tomar todas as dores e lágrimas como se fossem suas. A vontade e o desejo vieram depois, bem depois. Não foi um lance de corpo, foi um lance de alma. Não foram os olhos, nem os sorrisos, nem o jeito de andar ou de se vestir, foram as palavras. Uma saudade e uma urgência daquilo que nunca se teve mas era como se já tivesse tido antes. Foi amor. É amor.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Queria dizer que seu nome estava escrito em todos os meus planos, e que seria muito mais fácil seguir em frente com seus dedos apertando minhas mãos. Pensei em dizer em como meu coração derrete quando ouço sua voz sussurrando meu nome, e nossa presença em seus travesseiros todas as noites. Sinto tamanha vontade de segurar suas mãos, que meus braços tremem, enquanto eu imagino sua reação ao dizer sobre meu desespero quando o telefone toca, e minha decepção quando enxergo outro nome que não seja o seu no visor. E esse sentimento tão belo e devastador estava prestes a me delatar. Mas seus olhos se encontraram com os meus mais uma vez,e não precisei dizer nada, só sentíamos.

Os Dragões Não Conhecem O Paraíso. - Caio Fernando LINDO de Abreu.

Tenho um dragão que mora comigo.

Não, isso não é verdade.

Não tenho nenhum dragão. E, ainda que tivesse, ele não moraria comigo nem com ninguém. Para os dragões, nada mais inconcebível que dividir seu espaço - seja com outro dragão, seja com uma pessoa banal feito eu. Ou invulgar, como imagino que os outros devam ser. Eles são solitários, os dragões. Quase tão solitários quanto eu me encontrei, sozinho neste apartamento, depois de sua partida. Digo quase porque, durante aquele tempo em que ele esteve comigo, alimentei a ilusão de que meu isolamento para sempre tinha acabado. E digo ilusão porque, outro dia, numa dessas manhãs áridas da ausência dele, felizmente cada vez menos freqüentes (a aridez, não a ausência), pensei assim: Os homens precisam da ilusão do amor da mesma forma que precisam da ilusão de Deus. Da ilusão do amor para não afundarem no poço horrível da solidão absoluta; da ilusão de Deus, para não se perderem no caos da desordem sem nexo.

Isso me pareceu gradiloqüente e sábio como uma idéia que não fosse minha, tão estúpidos costumam ser meus pensamentos. E tomei nota rapidamente no guardanapo do bar onde estava. Escrevi também mais alguma coisa que ficou manchada pelo café. Até hoje não consigo decifrá-la. Ou tenho medo da minha - felizmente indecifrável - lucidez daquele dia.

Estou me confundindo, estou me dispersando.

O guardanapo, a frase, a mancha, o medo - isso deve vir mais tarde. Todas essas coisas de que falo agora - as particularidades dos dragões, a banalidade das pessoas como eu -, só descobri depois. Aos poucos, na ausência dele, enquanto tentava compreendê-lo. Cada vez menos para que minha compreensão fosse sedutora, e cada vez mais para que essa compreensão ajudasse a mim mesmo a. Não sei dizer. Quando penso desse jeito, enumero proposições como: a ser uma pessoa menos banal, a ser mais forte, mais seguro, mais sereno, mais feliz, a navegar com um mínimo de dor. Essas coisas todas que decidimos fazer ou nos tornar quando algo que supúnhamos grande acaba, e não há nada a ser feito a não ser continuar vivendo.

Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.
Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se não fosse nada.

Ninguém perguntará coisa alguma, penso. Depois continuo a contar para mim mesmo, como se fosse ao mesmo tempo o velho que conta e a criança que escuta, sentado no colo de mim. Foi essa a imagem que me veio hoje pela manhã quando, ao abrir a janela, decidi que não suportaria passar mais um dia sem contar esta história de dragões. Consegui evitá-la até o meio da tarde. Dói, um pouco. Não mais uma ferida recente, apenas um pequeno espinho de rosa, coisa assim, que você tenta arrancar da palma da mão com a ponta de uma agulha. Mas, se você não consegue extirpá-lo, o pequeno espinho pode deixar de ser uma pequena dor para se transformar numa grande chaga.

Assim, agora, estou aqui. Ponta fina de agulha equilibrada entre os dedos da mão direita, pairando sobre a palma aberta da mão esquerda. Algumas anotações em volta, tomadas há muito tempo, o guardanapo de papel do bar, com aquelas palavras sábias que não parecem minhas e aquelas outras, manchadas, que não consigo ou não quero ou finjo não poder decifrar.

Ainda não comecei.

Queria tanto saber dizer Era uma vez. Ainda não consigo.

Mas preciso começar de alguma forma. E esta, enfim, sem começar propriamente, assim confuso, disperso, monocórdio, me parece um jeito tão bom ou mau quanto qualquer outro de começar uma história. Principalmente se for uma história de dragões.

Gosto de dizer tenho um dragão que mora comigo, embora não seja verdade. Como eu dizia, um dragão jamais pertence a, nem mora com alguém. Seja uma pessoa banal igual a mim, seja unicórnio, salamandra, harpia, elfo, hamadríade, sereia ou ogro. Duvido que um dragão conviva melhor com esses seres mitológicos, mais semelhantes à natureza dele, do que com um ser humano. Não que sejam insociáveis. Pelo contrário, às vezes um dragão sabe ser gentil e submisso como uma gueixa. Apenas, eles não dividem seus hábitos.

Ninguém é capaz de compreender um dragão. Eles jamais revelam o que sentem. Quem poderia compreender, por exemplo, que logo ao despertar (e isso pode acontecer em qualquer horário, às três ou às onze da noite, já que o dia e a noite deles acontecem para dentro, mas é mais previsível entre sete e nove da manhã, pois essa é a hora dos dragões) sempre batem a cauda três vezes, como se tivessem furiosos, soltando fogo pelas ventas e carbonizando qualquer coisa próxima num raio de mais de cinco metros? Hoje, pondero: talvez seja essa a sua maneira desajeitada de dizer, como costumo dizer agora, ao despertar - que seja doce.

Mas no tempo em que vivia comigo, eu tentava - digamos - adaptá-lo às circunstâncias. Dizia por favor, tente compreender, querido, os vizinho banais do andar de baixo já reclamaram da sua cauda batendo no chão ontem às quatro da madrugada. O bebê acordou, disseram, não deixou ninguém mais dormir. Além disso, quando você desperta na sala, as plantas ficam todas queimadas pelo seu fogo. E, quanto você desperta no quarto, aquela pilha de livros vira cinzas na minha cabeceira.

Ele não prometia corrigir-se. E eu sei muito bem como tudo isso parece ridículo. Um dragão nunca acha que está errado. Na verdade, jamais está. Tudo que faz, e que pode parecer perigoso, excêntrico ou no mínimo mal-educado para um humano igual a mim, é apenas parte dessa estranha natureza dos dragões. Na manhã, na tarde ou na noite seguintes, quanto ele despertasse outra vez, novamente os vizinhos reclamariam e as prímulas amarelas e as begônias roxas e verdes, e Kafka, Salinger, Pessoa, Clarice e Borges a cada dia ficariam mais esturricados. Até que, naquele apartamento, restássemos eu e ele entre as cinzas. Cinzas são como sedas para um dragão, nunca para um humano, porque a nós lembra destruição e morte, não prazer. Eles trafegam impunes, deliciados, no limiar entre essa zona oculta e a mais mundana. O que não podemos compreender, ou pelo menos aceitar.

Além de tudo: eu não o via. Os dragões são invisíveis, você sabe. Sabe? Eu não sabia. Isso é tão lento, tão delicado de contar - você ainda tem paciência? Certo, muito lógico você querer saber como, afinal, eu tinha tanta certeza da existência dele, se afirmo que não o via. Caso você dissesse isso, ele riria. Se, como os homens e as hienas, os dragões tivessem o dom ambíguo do riso. Você o acharia talvez irônico, mas ele estaria impassível quanto perguntasse assim: mas então você só acredita naquilo que vê? Se você dissesse sim, ele falaria em unicórnios, salamandras, harpias, hamadríades, sereias e ogros. Talvez em fadas também, orixás quem sabe? Ou átomos, buracos negros, anãs brancas, quasars e protozoários. E diria, com aquele ar levemente pedante: "Quem só acredita no visível tem um mundo muito pequeno. Os dragões não cabem nesses pequenos mundos de paredes invioláveis para o que não é visível".

Ele gostava tanto dessas palavras que começam com in - invisível, inviolável, incompreensível -, que querem dizer o contrário do que deveriam. Ele próprio era inteiro o oposto do que deveria ser. A tal ponto que, quando o percebia intratável, para usar uma palavra que ele gostaria, suspeitava-o ao contrário: molhado de carinho. Pensava às vezes em tratá-lo dessa forma, pelo avesso, para que fôssemos mais felizes juntos. Nunca me atrevi. E, agora que se foi, é tarde demais para tentar requintadas harmonias.

Ele cheirava a hortelã e alecrim. Eu acreditava na sua existência por esse cheiro verde de ervas esmagadas dentro das duas palmas das mãos. Havia outros sinais, outros augúrios. Mas quero me deter um pouco nestes, nos cheiros, antes de continuar. Não acredite se alguém, mesmo alguém que não tenha um mundo pequeno, disser que os dragões cheiram a cavalos depois de uma corrida, ou a cachorros das ruas depois da chuva. A quartos fechados, mofo, frutas podres, peixe morto e maresia - nunca foi esse o cheiro dos dragões.

A hortelã e alecrim, eles cheiram. Quando chegava, o apartamento inteiro ficava impregnado desse perfume. Até os vizinhos, aqueles do andar de baixo, perguntavam se eu andava usando incenso ou defumação. Bem, a mulher perguntava. Ela tinha uns olhos azuis inocentes. O marido não dizia nada, sequer me cumprimentava. Acho que pensava que era uma dessas ervas de índio que as pessoas costumam fumar quando moram em apartamentos, ouvindo música muito alto. A mulher dizia que o bebê dormia melhor quando esse cheiro começava a descer pelas escadas, mais forte de tardezinha, e que o bebê sorria, parecendo sonhar. Sem dizer nada, eu sabia que o bebê sonhava com dragões, unicórnios ou salamandras, esse era um jeito do seu mundo ir-se tornando aos poucos mais largo. Mas os bebês costumam esquecer dessas coisas quanto deixam de ser bebês, embora possuam a estranha facilidade de ver dragões - coisa que só os mundos muito largos conseguem.

Eu aprendi o jeito de perceber quando o dragão estava a meu lado. Certa vez, descemos juntos pelo elevador com aquela mulher de olhos-azuis-inocentes e seu bebê, que também tinha olhos-azuis-inocentes. O bebê olhou o tempo todo para onde estava o dragão. Os dragões param sempre do lado esquerdo das pessoas, para conversar direto com o coração. O ar a meu lado ficou leve, de uma coloração vagamente púrpura. Sinal que ele estava feliz. Ele, o dragão, e também o bebê, e eu, e a mulher, e a japonesa que subiu no sexto andar, e um rapaz de barba no terceiro. Sorríamos suaves, meio tolos, descendo juntos pelo elevador numa tarde que lembro de abril - esse é o mês dos dragões - dentro daquele clima de eternidade fluida que apenas os dragões, mas só às vezes, sabem transmitir.

Por situações como essa, eu o amava. E o amo ainda, quem sabe mesmo agora, quem sabe mesmo sem saber direito o significado exato dessa palavra seca - amor. Se não o tempo todo, pelo menos quanto lembro de momentos assim. Infelizmente, raros. A aspereza e avesso parecem ser mais constantes na natureza dos dragões do que a leveza e o direito. Mas queria falar de antes do cheiro. Havia outros sinais, já disse. Vagos, todos eles.

Nos dias que antecediam a sua chegada, eu acordava no meio da noite, o coração disparado. As palmas das mãos suavam frio. Sem saber porque, nas manhãs seguintes, compulsivamente eu começava a comprar flores, limpar a casa, ir ao supermercado e à feira para encher o apartamento de rosas e palmas e morangos daqueles bem gordos e cachos de uvas reluzentes e berinjelas luzidias (os dragões, descobri depois, adoram contemplar berinjelas) que eu mesmo não conseguia comer. Arrumava em pratos, pelos cantos, com flores e velas e fitas, para que os espaços ficassem mais bonito.

Como uma fome, me dava. Mas uma fome de ver, não de comer. Sentava na sala toda arrumada, tapete escovado, cortinas lavadas, cestas de frutas, vasos de flores - acendia um cigarro e ficava mastigando com os olhos a beleza das coisas limpas, ordenadas, sem conseguir comer nada com a boca, faminto de ver. À medida que a casa ficava mais bonita, eu me tornava cada vez mais feio, mais magro, olheiras fundas, faces encovadas. Porque não conseguia dormir nem comer, à espera dele. Agora, agora vou ser feliz, pensava o tempo todo numa certeza histérica. Até que aquele cheiro de alecrim, de hortelã, começasse a ficar mais forte, para então, um dia, escorregar que nem brisa por baixo da porta e se instalar devagarzinho no corredor de entrada, no sofá da sala, no banheiro, na minha cama. Ele tinha chegado.

Esses ritmos, só descobri aos poucos. Mesmo o cheiro de hortelã e alecrim, descobri que era exatamente esse quando encontrei certas ervas numa barraca de feira. Meu coração disparou, imaginei que ele estivesse por perto. Fui seguindo o cheiro, até me curvar sobre o tabuleiro para perceber: eram dois maços verdes, a hortelã de folhinhas miúdas, o alecrim de hastes compridas com folhas que pareciam espinhos, mas não feriam. Pergunte o nome, o homem disse, eu não esqueci. Por pura vertigem, nos dias seguintes repetia quanto sentia saudade: alecrim hortelã alecrim hortelã alecrim hortelã alecrim.

Antes, antes ainda, o pressentimento de sua visita trazia unicamente ansiedade, taquicardias, aflição, unhas roídas. Não era bom. Eu não conseguia trabalhar, ira ao cinema, ler ou afundar em qualquer outra dessas ocupações banais que as pessoas como eu têm quando vivem. Só conseguia pensar em coisas bonitas para a casa, e em ficar bonito eu mesmo para encontrá-lo. A ansiedade era tanta que eu enfeiava, à medida que os dias passavam. E, quando ele enfim chegava, eu nunca tinha estado tão feio. Os dragões não perdoam a feiúra. Menos ainda a daqueles que honram com sua rara visita.

Depois que ele vinha, o bonito da casa contrastando com o feio do meu corpo, tudo aos poucos começava a desabar. Feito dor, não alegria. Agora agora agora vou ser feliz, eu repetia: agora agora agora. E forçava os olhos pelos cantos de prata esverdeadas, luz fugidia, a ponta em seta de sua cauda pela fresta de alguma porta ou fumaça de suas narinas, sempre mau, e a fumaça, negra. Naqueles dias, enlouquecia cada vez mais, querendo agora já urgente ser feliz. Percebendo minha ânsia, ele tornava-se cada vez mais remoto. Ausentava-se, retirava-se, fingia partir. Rarefazia seu cheiro de ervas até que não passasse de uma suspeita verde no ar. Eu respirava mais fundo, perdia o fôlego no esforço de percebê-lo, dias após dia, enquanto flores e frutas apodreciam nos vasos, nos cestos, nos cantos. Aquelas mosquinhas negras miúdas esvoaçavam em volta delas, agourentas.

Tudo apodrecia mais e mais, sem que eu percebesse, doído do impossível que era tê-lo. Atento somente à minha dor, que apodrecia também, cheirava mal. Então algum dos vizinhos batia à porta para saber se eu tinha morrido e sim, eu queria dizer, estou apodrecendo lentamente, cheirando mal como as pessoas banais ou não cheiram quando morrem, à espera de uma felicidade que não chega nunca. Ele não compreenderia. Eu não compreendia, naqueles dias - você compreende?

Os dragões, já disse, não suportam a feiúra. Ele partia quando aquele cheiro de frutas e flores e, pior que tudo, de emoções apodrecidas tornava-se insuportável. Igual e confundido ao cheiro da minha felicidade que, desta e mais uma vez, ele não trouxera. Dormindo ou acordado, eu recebia sua partida como um súbito soco no peito. Então olhava para cima, para os lados, à procura de Deus ou qualquer coisa assim - hamadríades, arcanjos, nuvens radioativas, demônios que fossem. Nunca os via. Nunca via nada além das paredes de repente tão vazias sem ele.

Só quem já teve um dragão em casa pode saber como essa casa parece deserta depois que ele parte. Dunas, geleiras, estepes. Nunca mais reflexos esverdeados pelos cantos, nem perfume de ervas pelo ar, nunca mais fumaças coloridas ou formas como serpentes espreitando pelas frestas de portas entreabertas. Mais triste: nunca mais nenhuma vontade de ser feliz dentro da gente, mesmo que essa felicidade nos deixe com o coração disparado, mãos úmidas, olhos brilhantes e aquela fome incapaz de engolir qualquer coisa. A não ser o belo, que é de ver, não de mastigar, e por isso mesmo também uma forma de desconforto. No turvo seco de uma casa esvaziada da presença de um dragão, mesmo voltando a comer e a dormir normalmente, como fazem as pessoas banais, você não sabe mais se não seria preferível aquele pântano de antes, cheio de possibilidades - que não aconteciam, mas que importa? - a esta secura de agora. Quando tudo, sem ele, é nada.

Hoje, acho que sei. Um dragão vem e parte para que seu mundo cresça? Pergunto - porque não estou certo - coisas talvez um tanto primárias, como: um dragão vem e parte para que você aprenda a dor de não tê-lo, depois de ter alimentado a ilusão de possuí-lo? E para, quem sabe, que os humanos aprendam a forma de retê-lo, se ele um dia voltar?

Não, não é assim. Isso não é verdade.

Os dragões não permanecem. Os dragões são apenas a anunciação de si próprios. Eles se ensaiam eternamente, jamais estréiam. As cortinas não chegam a se abrir para que entrem em cena. Eles se esboçam e se esfumam no ar, não se definem. O aplauso seria insuportável para eles: a confirmação de que sua inadequação é compreendida e aceita e admirada, e portanto - pelo avesso igual ao direito - incompreendida, rejeitada, desprezada. Os dragões não querem ser aceitos. Eles fogem do paraíso, esse paraíso que nós, as pessoas banais, inventamos - como eu inventava uma beleza de artifícios para esperá-lo e prendê-lo para sempre junto a mim. Os dragões não conhecem o paraíso, onde tudo acontece perfeito e nada dói nem cintila ou ofega, numa eterna monotonia de pacífica falsidade. Seu paraíso é o conflito, nunca a harmonia.

Quando volto apensar nele, nestas noites em que dei para me debruçar à janela procurando luzes móveis pelo céu, gosto de imaginá-lo voando com suas grandes asas douradas, solto no espaço, em direção a todos os lugares que é lugar nenhum. Essa é sua natureza mais sutil, avessa às prisões paradisíacas que idiotamente eu preparava com armadilhas de flores e frutas e fitas, quando ele vinha. Paraísos artificiais que apodreciam aos poucos, paraíso de eu mesmo - tão banal e sedento - a tolerar todas as suas extravagâncias, o que devia lhe soar ridículo, patético e mesquinho. Agora apenas deslizo, sem excessivas aflições de ser feliz.

As manhãs são boas para acordar dentro delas, beber café, espiar o tempo. Os objetos são bons de olhar para eles, sem muitos sustos, porque são o que são e também nos olham, com olhos que nada pensam. Desde que o mandei embora, para que eu pudesse enfim aprender a grande desilusão do paraíso, é assim que sinto: quase sem sentir.

Resta esta história que conto, você ainda está me ouvindo? Anotações soltas sobre a mesa, cinzeiros cheios, copos vazios e este guardanapo de papel onde anotei frases aparentemente sábias sobre o amor e Deus, com uma frase que tenho medo de decifrar e talvez, afinal, diga apenas qualquer coisa simples feito: nada disso existe.

Nada, nada disso existe.

Então quase vomito e choro e sangro quando penso assim. Mas respiro fundo, esfrego as palmas das mãos, gero energia em mim. Para manter-me vivo, saio à procura de ilusões como o cheiro das ervas ou reflexos esverdeados de escamas pelo apartamento e, ao encontrá-los, mesmo apenas na mente, tornar-me então outra vez capaz de afirmar, como num vício inofensivo: tenho um dragão que mora comigo. E, desse jeito, começar uma nova história que, desta vez sim, seria totalmente verdadeira, mesmo sendo completamente mentira. Fico cansado do amor que sinto, e num enorme esforço que aos poucos se transforma numa espécie de modesta alegria, tarde da noite, sozinho neste apartamento no meio de uma cidade escassa de dragões, repito e repito este meu confuso aprendizado para a criança-eu-mesmo sentada aflita e com frio nos joelhos do sereno velho-eu-mesmo:
- Dorme, só existe o sonho. Dorme, meu filho. Que seja doce.

Não, isso também não é verdade.