quinta-feira, 30 de junho de 2011

Me liga ás 3 da manhã só pra dizer que queria gravar minha voz. Decorar os sinais. Ouvir a minha risada ridícula. Por que quando chega de noite eu fico tão triste, amor. Uma solidão acompanhada de sonhos vazios. E eu queria – ainda quero – que dê certo. E faz um frio lá fora, sabe? Aqui dentro tem uma tempestade. A cama é grande sem você. O abraço pela metade. A vida meio torta. As mãos que sempre, sempre procuram por algo. Por alguém. Falta seu riso de manhã. Seu mal-humor de surpresa. Falta sua implicância interminável e o seu ciúme doentio. Falta as nossas conversas vazias e de repente tão significativas-profundas. Segredos só nossos. Falta sua obsessão pelo meu perfume e a sua possessividade que ora eu adoro e ora sufoca. Falta nossas brigas sem sentido e a aquelas tardes infinitas procurando pela primeira estrela da noite. Falta sorte pra gente. Falta um encontro. Falta um maldito caminho que se cruze. Falta nós. Falta você. E por mais que me torture pensar nisso e eu fuja por que dói e eu tenho muito medo: falta principalmente eu.


Você tá sempre aqui. Eu sinto a sua respiração e você me abraça. Mas não toca. Nunca tocou. Só ficam esses sussurros vazios. E ninguém consegue me alcançar. Nem eu mesmo. Por que dói o tempo todo ser tão só assim. Dói essas grades, essas faltas, esses dias que só passam e não ficam. Porque nada fica. Nada permanece tempo suficiente para quebrar esses muros.

O coração mudo, o estomâgo vazio, as mãos que não se encontram, essas vertigens pela metade. É isso que me separa de ti e de mim. São essas possibilidades que eu inventei. São esses “quase”. São esses “nuncas”… É esse nada.


Mas hoje… Mais do que todos os dias desse mês de falsas promessas de chuva e esperança eu queria muito aquele sorriso. Você me entende? Não queria a cura da solidão e nem preenchimentos de espaços de tempo vazio. Ou aqueles interiores… Você sabe. Mas queria muito alguém aqui pra rir. Pra me provocar com piadas de mal gosto, pra me deixar passar a mão no cabelo e dizer sem medo nenhum, coisas que só você entenderia. E eu sei. Sei que acontece quando tem que acontecer, mas como seria bom se fosse agora… Um amor cairia muito bem agora.


Eu queria mesmo era dizer “Olha, eu te amo há tanto tempo, que nem lembro mais quando tudo isso começou. Eu era eu e do nada era você também. E eu nem pedi por isso, mas por favor, me ama de volta. Só tenta”… Mas eu disse “Nossa que saudade de você. Sonhei com você ontem, acredita?” e você: “Acredito. Me conta…”

E eu contaria. Você iria rir porque eu falaria apenas as partes engraçadas, pulando a parte que você me abraçava forte e pedia para chegar mais perto. Então iria dizer que tava cansado e precisava dormir. “Ah, então tchau fica com Deus… Dorme bem”. “Você também, tchau”. E a ligação acabava aí. Desse jeito. E eu sonhava com você de novo. Que bobeira tudo isso.


“Não ir embora: Ato de amor e confiança.”

- Markus Zusak.

O importante é que continuo sendo muito honesto comigo mesmo. Talvez você não me entenda e eu não te toco de nenhuma forma… Eu sei o que parece, mas você entendeu tudo errado. Eu não escrevo para você. Eu escrevo sobre e principalmente para mim.


terça-feira, 28 de junho de 2011

Você sussurra entre os dentes e o meu coração aperta devagar. Você diz que o seu coração só aumenta e eu não entendo.. comigo é tudo ao contrário. O meu vai se fechando e dizendo “por que você vai fazer isso com você de novo?”. E eu não sei. Não sei porque tenho essa fé cega. Porque insisto tanto e com tanta vontade em histórias que já começam com um final.

Vale a pena? Sempre vale. Mas fica um vazio depois. Umas marcas de memórias pela metade. De vidas e presenças e ausências e tudo, tudo pela metade. Um inacabado sem fim.

Eu só quero um porto. Um ponto final. Um para sempre. Porque esses “para sempre” duram sempre muito pouco.

Eu vou te dizer que está tudo bem, mas eu vou esperar que você me abrace mesmo assim. Eu vou querer ficar sozinha, mas não me deixa… Fica comigo. Eu preciso de alguém que vai ficar até o fim. Você fica? Porque as pessoas estão sempre só de passagem e eu não sou boa em despedidas. Mas se você tiver que ir meu amor, eu não vou te prender. Não quero te forçar a nada. Quero você livre pra ficar aqui. Só por que você quer. Só porque você precisa me abraçar quando eu te afasto ou então me diz daquele seu jeito sério cortando argumentos: “Não adianta me mandar embora… Eu não vou a lugar algum.”


Pra não pensar na falta, eu me encho de coisas por aí. Me encho de amigos, bares, charmes, possibilidades, livros, músicas, descobertas solitárias e momentos introspectivos andando ao Sol. E todo esse resto de coisas deixa ao pouco de ser resto… E passa a ser a minha vida.


Como eu poderia saber o quão difícil é deixar alguém ir? A dor de saber que mesmo que vocês dois sejam certos um pro outro, isso não significa necessariamente que vocês dois são certos um para o outro neste momento… Como eu poderia saber que às vezes te dá vontade de gritar, bater em alguém, sentar no fim do cais e chorar?


Você deixou aquela cidade pequena sem olhar pra trás. E sabia que não partia inteiro porque metade de você sempre ia pertencer aquele lugar. Você tenta encontrar um lugar que te pare, te retenha, onde você possa pertencer. Mas demora e não quer entender que a procura é interior. Que você não vai encontrar aquelas respostas nem em Paris e muito menos em Londres. O que você quer descobrir tá aí dentro de você e no restante que você deixou pra trás.
Eu invento conversas e vou disfarçando a falta que você faz. Porque ninguém é como você. Porque só contigo eu converso sobre política e segredos ao mesmo tempo. E ninguém me leva tão a sério assim. E ninguém presta tanta atenção em mim como você.

E eu fico me perguntando: você nunca pensou em voltar? Você sente minha falta as vezes? E isso seria suficiente pra termos tudo aquilo de volta? As promessas estão guardadas e o amor, eu não digo em voz alta, mas conto pra você em segredo, é o mesmo.


Mas eu sempre fui honesta com os meus “para sempre”. Agora se essa distância, esses rumos, as nossas histórias se perderam não foi minha culpa. Talvez nem sua. É que eu sempre lutei tanto. Pedi. Rezei. Não sei como isso tudo me escapa e escorre pelas mãos. Você parecia tão sólido e de repente era areia e eu não consegui ou talvez não quis te prender. Você livre: foi embora.


E eu vou enganando a falta que você faz. Vou me distraindo com tudo que promete que, um dia, não vai doer mais. Eu escondi as tuas cartas, eu apaguei seu telefone, eu não escuto mais aquela música. Mas não adianta: as suas palavras estão gravadas na alma, o seu número eu sei de cor e a nossa música continua tocando dentro de mim. Eu te amei tanto que não te pedi pra ficar. Eu te quis tanto que não te prendi. Mas a verdade é que eu não levei a sério aquele seu adeus. Eu achei que você fosse voltar.




Mas não voltou...



E talvez a minha maior prova de amor foi ter deixado você ir embora.


E você me conta sobre todas aquelas falsas promessas que te fizeram. E tudo o que você chorou e toda aquela fé que você perdeu ao longo do caminho. Me diz sobre aquelas cenas dignas de Fellini e que vocês prometeram que sempre iriam ter Paris. O que você não quer aceitar é que o filme já acabou e as luzes do cinema já estão acesas a meia hora. Só ficou você. E ouvir Lucy, Lucy in the sky, não vai te salvar. Não vai trazer de volta. O que você precisa entender que essa dor não é pra sempre e o que você sente não é vazio. Se fosse vazio você nem ia sentir… É só mais uma decepção. Eu sei que você achou que dessa vez seria diferente. Mas ainda assim: essa não é a confirmação de que não existe amor. Todo mundo quer que você acredite nisso. O mundo todo quer te fazer desistir. Mas é enganação. Aquele coração partido, as mentiras, as cicatrizes.. nada, nada disso é amor. É a vida que é inevitavel e confunde. Amor não machuca, o amor não vai te quebrar. Isso são as pessoas. No caso, as erradas. Amor é o que você vem procurando esse tempo todo. É aquela resposta que você pede a meia-noite em segredo. Você diz que cansou de tudo isso e não quer mais amar e francamente… Você não sabe nada sobre o amor.


E é tão difícil. Eu tenho tanta coisa para falar e tanto medo de sobra. Não quero que você sinta o quanto dói tudo isso, mas que preste atenção. Juro que não peço mais do que isso… Me escuta um pouco. Só até essa música acabar. Eu tenho tanta coisa guardada. Tanta falta. Tanta espera. Tantas perguntas que me matam aos poucos. Eu não consigo ir porque você ainda não me libertou de tudo isso. Eu também quero ir embora.


E tem uma hora que você só cansa de se importar. De esperar tanto, de só viver enquanto sonha. Da inércia da vida. Da promessa dos sonhos. Da eterna espera, da constante falta. Tem um momento que você quer que seja real. Que alguém pare por alguns segundos que for e preste atenção. Que alguém entenda seu silêncio e não queira te salvar porque você não precisa ser salvo. Você só precisa de alguém que consiga te suportar, mesmo nesses dias pesados. E eu falo na terceira pessoa com muito medo de mostrar que sou eu que preciso. E que sou eu que espero. E canso. E perco a fé, mas volto atrás. E não paro de esperar por alguém. Eu ainda acredito naqueles sonhos. E naquelas estrelas. A vontade do amor sempre grita mais alto.


”E o trem passa rápido. E a vida corre de um jeito que me assusta tanto. Só você poderia mudar tudo. As estrelas andam se apagando e eu tenho tanto medo. Medo de que sejam sinais me dizendo que é você indo embora. Eu me abraço e chamo seu nome todas as noites. Faço pedidos sem estrelas cadentes. Eu rezo baixo e peço por você aqui (…)”

Eu também gosto de ficar sozinha, mas as vezes o telefone mudo, a ausência, o silêncio, a certeza da falta machuca e sufoca. Paz em excesso também enlouquece.


Eu sei que você tem muito medo de me encontrar e eu te obrigar a viver nesse pra sempre que eu insisto em manter por nós dois. Mas se você pudesse vir para ficar… Só hoje. Eu te faria rir tanto. A gente ia deitar na grama e contar para cada estrela um sonho. Eu ia segurar sua mão bem firme. Sem medo. Eu te contaria sobre os meus medos bobos e você ia me responder entre os meus cabelos que adorava o meu cheiro. Como se nem tivesse me ouvido. E eu não ia ligar, porque estar com você já era muito. Já era demais. Um peso insuportável no peito. E um alivio muito grande na alma. Por viver os meus livros. Por rever em cada expressão sua os meus filmes favoritos. Você me doía. Eu parecia terrivelmente quebrada de tanta dor. De tanto amor. E eu não sabia… Não sabia que, as vezes, doer era bom. De repente eu me vi desistindo de tudo. Acabando com o orgulho. Eu iria embora com você. Amar só vale a pena enquanto tiver essa vontade doida de fugir com destino a lugar nenhum. E ainda assim, esse lugar ser o melhor do mundo.


Acho que esperar é uma das piores angustias.
Eu que não queria e não precisava ser salva. Mas eu fui.
-Você me acalma.
-Você me deixa tonta.
-Eu tenho tanto medo de você. Você me assusta, sabia?
-Eu sei. Eu tenho medo de deixar você entrar.
-Eu também sei disso, minha linda. E você deve ter medo. Só não pode deixar esse medo ser maior que a vontade de deixar entrar. Vai doer. Eu não te engano. A gente vai se machucar algum dia. Mas esse muro é a certeza da tua solidão. E eu sou a dúvida da tua felicidade. O que você prefere?
-Eu prefiro você.

E eu fico te olhando dormir por horas. Fico tentando entender como você tem medo de mim se sou eu que me escondo de você. Eu odeio quando você lê minha mente e como sabe exatamente do que eu preciso.

Talvez se eu não tivesse tanto medo de te perder assim, enquanto ainda é noite, porque o outro dia é sempre um outro dia. Talvez se eu não sentisse saudade de você quando você diz “Vou ali na esquina” e eu escuto “Vou ali em Chicago e não sei quando volto”. Se eu não te quisesse tanto só pra mim. Se eu não precisasse tanto dessa tua voz rouca que eu gravei naquela manhã. Talvez se eu não gostasse tanto desse seu ciúme bobo e desse teu carinho de leve na curva da pele. Talvez se você não tivesse tanta confiança assim, que eu sou sua e me achasse como o resto do mundo: intimidante-criança-assustada. Se você tivesse medo, mesmo que um pouco, talvez eu não tivesse tanto medo de você assim. Eu seguro na tua mão enquanto você dirige e nem olho para estrada porque eu confio, quero confiar mais, em você. Talvez se eu não te quisesse tanto, você iria me querer mais. Talvez se eu gostasse menos desse teu jeito forte, desse teu jeito corajoso de insistir em alguém tão doida, você gostasse um pouco mais de mim e ficasse, talvez, daquele nosso jeito que ninguém acredita, mas que espera muito: Para sempre.


Eu sei que eu consigo sozinha. Sei que é difícil dormir sem você, mas eu sei que consigo, mesmo que seja lá pelas 3 da manhã. Sei que os filmes bons continuaram sendo filmes bons e as músicas não serão vazias. Que a chuva vai tocar o chão da mesma forma e as estrelas continuarão ali. Mas é que tudo seria melhor do teu lado, entende? Tudo fica mais especial quando eu estou contigo.


Eu tenho medo quando não consigo escrever. É um vazio em dobro. Como é que eu me perco dessa forma?


Quando me dá aquela vontade de viajar para um lugar que eu não sei aonde é. Eu desconfio que seja para fora de mim.


Sua presença sempre me deixou calma, mas o medo de te perder por qualquer segundo, sempre foi mais forte e irracional.

Mas é mesmo em você que eu me encontro e me perco. E me afundo sem medo.


Meu amor, hoje eu quero te contar sobre os meus vícios de triste e minhas manias de recorrer ao passado, quando a vida me promete qualquer possibilidade de sorrir. Eu quero que você conheça o que eu, sem receio, sou. Eu que vivo proclamando que é necessário profundidade para tocar, sou depende das palavras, porque preciso não sentir nada. Preciso tirar de mim qualquer sentimento porque eu, independente da minha sensibilidade, talvez não saiba sentir. E este é o seu alerta. Eu quis vender muitas vezes um amor que eu não tinha. Eu prometo o que eu não posso te oferecer. Como se minhas mentiras fossem melhores do que te mostrar que eu não desejo ser feliz desse jeito que desejam. Talvez eu só quisesse mesmo alguém que me permitisse ser triste, sem me perguntar o porquê de eu ser tão avessa. Eu fujo da felicidade. Eu não vejo beleza nesse comum, nessa sensação simples de encontrar o que se quer. Talvez porque eu já tenha vivido o bastante para não acreditar em qualquer promessa e não confiar em moedas de apenas uma face. Eu sobrevivo no caos. Eu me acostumei sendo assim e cresci dessa forma. Eu não sei ser feliz. E não quero. Porque eu já provei o bastante para entender o quanto isso pode te derrubar. E tudo isso não são apenas traumas e medos que me atrasam. Eu só me encontrei e me aceitei dessa forma. Eu quero te fazer entender que eu posso mudar, mas não preciso. Que eu desconfio por sobrevivência e que eu não quero ser igual. Nunca fui. Eu sempre vi o mundo de uma maneira muito particular. Essas emoções generalizadas nunca me vestiram. Eu só não sabia explicar. Nunca quis explicar. Porque eu nunca fui de abrir janelas. Porque eu queria me proteger de toda essa ilusão. Porque eu tinha medo de mostrar para você de que essa sua realidade não existe. A verdade sempre esteve nas entrelinhas que só eu pareço ler. Na verdade tudo está nas linhas que teus olhos nunca souberam enxergar. E por isso fui obrigada a ver . Por ti, por mim. Por todos. Tudo me dói. Mas aprendi a não fugir disso também. Só queria que hoje você entrasse um pouco e fechasse a porta, que me aceitasse como eu também me aceitei. E que não me achasse tão pesada. Eu quero que você também consiga me sustentar, amor. Eu preciso de alguém que suporte. E eu queria que fosse você.

Carta 9
Dentre todos os lugares que decoramos de Paris eu escolhi a rua Solidão. Não só por mim, mas pelo mundo. Também sou gentil. Durante a noite pensei comigo amor, enquanto não fazia nenhum esforço para dormir, que talvez, sonhar seja como morrer para dentro. E que por isso eu ando tão cansado. Tenho acumulado existências em excesso e tudo isso me pesa. Preciso morrer um pouco. Em compensação, tenho observado tudo em detalhes. Alguma valsa desafina há alguns quarteirões e eu quase posso ouvir seu sorriso vago. Tudo parece preciso, little bird. E começo a acreditar nos seus astros e a pressão do destino. Pequena Eliza, não se intimide com minhas palavras de vítima e dramas tão seus. Aprendi contigo e você deve reconhecer seus próprios truques e segredos. Tenho que te contar algo terrível e quem sabe, imperdoável. Pode doer e eu sei que você adora a dor, mas isto também é diferente. Mentiram para nós. Todos os poemas e histórias de amor que dizem que a lembrança é eterna e que nada se perde. E que é a memória que permanece. Amor, tentei lembrar de qualquer frase tua exagerada e descobri que sua voz está sumindo. Estou esquecendo e não há nada mais aterrorizante que isto. Procurei teus vídeos e qualquer coisa do tipo e lembrei que deixei tudo em casa quando vim te procurar na tua cidade preferida. Mas foi procurando que te perdi. Você já havia alertado: é preciso não procurar nada, não esperar absolutamente nada. Mas ainda insisto. É muito difícil não seguir teus passos, minha querida.
Nunca tinha visto tanto sol em Paris. E queria você aqui.

Mas ninguém pega o último trem da estação para vir me econtrar. Ninguém foge de madrugada ou faz poemas blasés que fariam eu me sentir um pouco mais importante. Ninguém corre na chuva com medo de me perder ou bate na porta do coração e grita que não vai desistir. Não tem ninguém por mim e eu precisava muito de alguém. Entende?


Mas a vontade é de bater as portas e fechar as cortinas. Ignorar o sol e calar os poemas de amor que me pedem com insistência “Deixa entrar, deixa”. Não deixo mais. Eu não quero conhecer mais ninguém. Quem vai embora quando você aceita ser solidão? Aceitei. Dessa vez sou eu quem vai pegar o trem. Inside.
Também não sabem das incontáveis vezes que derramei chá em minha roupa, e das vezes que entrei de sutiã no chuveiro e das vezes que sentava na tampa do vaso. Das milhares de vezes que machuquei pessoas pelo meu jeito impulsivo e que, na verdade, não sou tão certa assim. Sou frágil demais pra quem me vê trabalhando e brigando com o carinha da telefonia. E que sou chorona demais pra quem me vê dizendo que não quero me apaixonar, nunca mais.
E que por trás de todo esse rímel e batom rosa, existe uma criaturazinha que se derrete quando é abraçada, que se encanta fácil demais, que faz as maiores loucuras só pra fazer bem a quem gosta, e que senta várias tardes na beira-mar só para tentar escrever um poema, compor uma música, e observar as datas em que as pessoas escreveram seus nomes na árvore junto a outro nome que, provavelmente, nem esteja mais ao lado dela.

“Black bird singing in the dead of the night, take these broken wings and learn to fly”


Mas aí, bem no meio da minha saudade e daquela nossa pausa estúpida e repentina, de ciúmes bobo, medo de encontros e faltas universais, eu entendi que a cama era grande demais sem você. E que eu tinha o tamanho perfeito, exatamente para me encaixar no teu colo. Meu lugar. Sua pequena.


Como falar, meu amor? O que eu quero te mostrar é que preciso da tua constante presença, é que só teu canto me acalma, é que só tua mão afaga meus arranhões. Amor, fica aqui. Fica, sou como uma criança inútil e dependente, como um pássaro de estimação que só acorda depois de encontrar teus olhos. Amor, monta tua cabana neste chão, embaixo deste céu tão ímpar, traz suas tralhas e objetos velhos pra nunca mais ir embora. Fica, amor. Fica para sempre, é isso o que eu quero te implorar. Mas como dizer? Que egoísmo o meu, que infantilidade. O mundo é tão grande, as casas são tão coloridas. Tu queres ver os rostos de pessoas desconhecidas sorrindo, e as estatuetas de várias cidades do país, e os inúmeros e enormes estádios de futebol, e as diferentes espécies de plantas tropicais. Como pedirei para abrir mão da beleza disso tudo e fechar teus olhos enquanto dorme ao meu lado? Mas é isso o que eu desejo. Que posso fazer? Fecha os olhos, amor, me deixa beijar tua testa e te embalar até o mais belo dos sonhos chegar. Eu renunciei o dia que faz lá fora para permanecer contigo em toda a eternidade. Fica, amor, eu te quero bem, eu te quero ardendo, te quero brincando como brincaste em tua meninice. Eu lerei teu conto favorito quando tiveres ânsia de te aventurar pelas ruas afora. Uma vez eu disse, talvez não seja egoísmo, só instinto de sobrevivência. Fica que assim a gente nunca morre, amor.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Amor, não suportei. Tu precisas de alguém igual, pois opostos não se combinam. Tu não queres admitir e eu não quero provocar em ti algo que não desejes. Guardei meu realismo e deixei-te sozinho, pois tu não poderias ser feliz comigo se nunca chegávamos a um denominador comum. Tomara, amor, que nunca te arrependas das próprias convicções. Tomara que seja verdade mesmo essa história de felicidade, porque, assim, não terei que ver-te envergonhado. Não desejo que sejas feliz. Desejo, apenas, que descubras o sentido de viver, que saibas argumentar com toda essa animação. Desejo que teu mundo não acabe.

Acabei de fazer brigadeiro triste,

Triste,

Tua opositora.

Desculpa a escrita longa, é que hoje decidi esvaziar essas idéias dengosas que ficam na cabeça, essas sensações de que, se eu deixar tudo aqui dentro, posso explodir.
Azulejos brancos e a sua dor tão negra. Menina você é uma contradição. Esse sorriso aberto que brilha no teu dia é tão diferente dos lábios cerrados e olhos chorosos na madrugada. Te faltam e te sobram tantas coisas; se fazes de forte mas eu e todos os azulejos brancos do teu banheiro sabemos que és uma menina medrosa que precisa de alguém pra te abraçar forte e não perguntar nada.

Três dias atrás, tudo era diferente. Três dias pra frente, nada vai ficar igual. E eu tenho medo. É longe demais, leva muito tempo, ficou aqui dentro, não some nunca mais. Foi muito cedo. (Drês - Nando Reis)


Conheço tuas dores, amor. Fica aqui. Eu não ligo. Não me importo se és fruto de um passado cavernoso, sombrio, desregrado. Mas não fuja de mim. Receio tão poucas emoções… Não temo tua infelicidade, não temo abrir tuas portas, não temo o escuro, não temo perder-me entre as árvores e os bosques e os teus segredos. Mas não me deixe, amor, que este é o caminho verdadeiro para meu tumulto. Ensina-me como é o ato de superar, que te ajudo a ficares ainda mais forte. Não some. Estou aqui sempre, esperando que te aceites como eu te aceitei. E que aceites o fato de eu ter te aceitado. Amor, não corre de mim. Amor, não corre de ti mesmo.

Não sei te deixar, amor.

Não sei comprar o pão, escovar os dentes e desativar o despertador. Não sei fazer inúmeras coisas enquanto penso em solidão. Porque quando você fica, eu fico. E quando você vai, eu fico. É mais seguro estar em casa, pois as esquinas e os caminhos são todos tortos, amor, e trabalham para que nos percamos. Sou o seu lar permanente. Mas me dói inteiramente a insegurança, porque eu não sei te deixar, amor. Não saberei, nunca soube. Faz parte daquele negócio de dentro do coração, do pulmão, da artéria principal e do cordão nervoso. Faz parte do destino e da construção do nosso leque conjunto. Não sei sem você, amor. Não sei te deixar. Sei não.

Dói para todos. Mas é preciso seguir em frente. Talvez isso seja mais duro que a dor em si.

Ela gostava de romance; ele, de ação. Ela queria um voo de helicóptero sobre a cidade do Rio de Janeiro, ver o Cristo; ele, saltar de paraquedas em qualquer cidadezinha espaçosa. Ela era emoção; ele, radiação. Ela usava conceitos grandes: sempre, eterno, atemporal; e ele não acreditava nessas coisas. Amor não bastava. Amor era escasso. Foge comigo, minha garota?, dizia ele. Fujo não, te quero em casa, em meu lençol, em meu disco de músicas antigas, em minha panela de doces, respondia ela. Mas, amor, preciso de aventura, onde já se viu parar de correr, de pular, de gritar e abrir os braços para as milhares de sensações que esse mundo pode nos oferecer?, contestava ele. Não quero, não posso, meu menino, não me quebra de vez, não me desmancha, eu tenho medo de morrer, tenho medo, fica aqui comigo, me abraça, preciso de proteção, preciso ficar sentada, não podemos nos machucar, amor, não podemos nos perder, me escuta!, e doía, doía cada palavra que saía da boca da garota, não conseguia convencê-lo, não produzia efeito algum sobre uma alma aventureira. Era a estaca cravada, a moeda perdida, o jogo, a aposta. Meu Deus, como eu te amo, és minha vida, menina, foge comigo, vem pra mim, pois já estou indo, vem, me acompanha, palavras dele. Não, amor, fica, fica, senta aqui do meu lado - e batia no sofá - é perigoso, pelo amor de Deus, palavras dela. Vem, o tempo é curto, a vida é breve e eu quero te mostrar o mundo, minha menina - e ia dando passos largos, ia ficando pequeno aos olhos dela, distante, breve como a vida. Meu amor, fica, fica, fica - repetia como o próprio disco furado, as lágrimas caíam, ferida no peito, soluçava, olhos vermelhos, boca trêmula - não vá embora, tenho medo… A voz ia ficando ao fundo, ele distante. Em sinal de último fôlego, o garoto ouviu aquilo que o faria destemer as próprias escolhas, bem baixinho: Meu menino… Fica! Esse lugar é só teu. Tudo aqui é teu, sou tua! Fica, volta, não consigo mais te ver. Esse lugar será para sempre teu. Até logo.
Mas isto é breve, menino: estou sem coragem ou paciência para ser de outro alguém. Dispenso todas as longas conversas por apenas três palavras, desde que sejam tuas. Acolho tua insônia e tua loucura. Me dá um beijo na testa, menino, que eu descanso em paz.
Antes que me esqueça. Sexta-feira fez 5 meses. Os melhores 5 meses da minha vida.
Como os dias tão passando rápido, como a gente se da bem, como é gostoso viver ao lado dele dia após dia.
Como ta sendo um sonho. Nunca vivi nada realmente tao sensacional quanto eu to vivendo hoje. Nunca alguem me fez me sentir tao amada verdadeiramente, tao segura, tao confiante. Nunca ninguém me provou tanta coisa, mesmo nao tentando provar nada.


Te amo, menino. Te amo muito.
A solidão é um estado de espírito encubado em nós, não tem pra onde correr.
Dá replay, quero ouvir mais um pouquinho a melodia triste dessa música. É minha amiga, por ser infeliz, por ser lenta, por sair arrastada, temos afinidade. Essa música é a minha música. Onde é que se viu prender o choro? Esse som é bom, parece que puxa tudo de dentro de mim, vais ver, daqui a pouco me levanto. A capa foi perdida, igual à chave, à carteira de identidade, ao pingente de ouro e a todas as outras coisas que não podemos - de forma alguma - esquecer em cima da mesa do vizinho. Nessa vida, fiz amigos que ser humano nenhum gostaria de sequer conhecer. Oi, solidão. Oi, melancolia. Oi, cérebro martelado. Oi, coração exposto. Fiz do desamparo um aliado. Não dá pause nessa música enquanto o pause não vem pras espadas e brasas que me ferem toda noite. Deixa tocar, deixa seguir, assim como eu consigo andar, comer, beber e - pasmem! - sorrir. Não ouço mais as reclamações do meu frequente esquecimento. Já perdi tantos guarda-chuvas em ruas, óculos em estantes, cartas em gavetas. Já me perdi toda mesmo. E ninguém me encontra. E eu também nem faço mais questão. Então, pela terceira vez, bota esse som pra tocar e me deixa mergulhar um pouco em minha própria escuridão.
Sou passarinho que não anda em bando.
Ainda bem, meu anjo, que você me deixa chorar. Eu sou forte, mas tenho tanto medo do dia em que eu não me aguentar em meus próprios pés. Eu sou rápida em questão de fugir deste destino rígido e tenebroso. Ainda bem, meu querido, que você não fecha os olhos para minhas feridas, porque quer queira ou não, elas estão aqui - pulsando, flamejando, martelando em minha carne fina que se desmancha aos poucos. Todas as vozes acham bobagem, que tolice, que tolice, menina, pensar assim em tristezas profundas, pensar assim em finais tão bruscos. Eu me sustento. Ah, amor, queria ficar eterna em seu abraço. Se a morte fosse assim, quente, aconchegante, jovem com alma idosa, eu seria feliz. Se sua promessa fosse possível, eu seria borboleta e não teria medo de mostrar voo em apenas um dia, depois cairia com as asas flácidas. Mas o escuto, meu bem, presto atenção em cada palavra que sai dessa boca bonita e confiante, e você está certo. Eu sou dançarina, mesmo em duas faces, em dois cubículos tão opostos - dançarina gótica e dançarina rosa. Seus olhos que pousam tão penosos em meu choro me reconfortam, são uma chamada de compreensão a qual eu nunca tive. Não houve falhas, só reconhecimentos. Também não haverá futuros, só hojes. O agora se repetindo dia após dia, porque tem uma letra de música que eu não lembro, mas que dizia que o amanhã não existe mesmo. Então, anjo, eu durmo, você me aperta em seu peito, sinto seu coração tão vivo, e tão leve, e tão inteiro, e tão amado, descanso sorrindo. Assim, com aquele sorriso que você mais gosta, puro, essência.
Eu perdi todos os papéis da peça, perdi as chances de saber o final dos diálogos e a possibilidade de contracenar com vilões ou mocinhos. Eu fui jogada nesse canto sem ternura, sem orgulho, sem reflexões. O calendário corre e eu não quero mais dar corda no relógio, já vi gente chorando por ter esquecido, gente esquecendo de ter chorado e gente esquecendo de que chorar renova o esquecimento. Já vi criança estendendo a mão e idoso com o olhar vago. Qual o nome daquele autor que diz que no fim haverá algum sentido para isso tudo? Sei lá. Esqueci. Chorei. Eu sou dona de uma solidão tão fixa e cruel que não me deu escolhas a não ser me acostumar com ela. Mas eu digo que não tenho medo - e não tenho mesmo - porque, ainda que em forma de sopro, a alegria me visita. Quem me vê assim, diz que vivo sorrindo - é que os detalhes me refugiam, as besteiras do mundo, as folhas caindo no outono e as embalagens de suco industrial, todas cúmplices do meu momento teatral, aquele mesmo que me privaram de ter ao nascer. Escrevi minha peça para não viver da realidade que me entregaram. No entanto, existem as pausas, os descansos, para recomeçar no outro dia. Bebo e como da minha tristeza profunda, refaço minhas feridas, não engulo o choro não. Mas sou atriz, ainda que em meio expediente, enquanto o público espera uma apresentação decente e enquanto eu não espero aplauso algum.
Ainda tenho muitos segredos para te entregar, amor. Ainda tenho cicatrizes escondidas e fios de cabelo que caíram no chão da sala, mas esses farei questão de não deixar que tu vejas. Mas confia em mim, debaixo de tanta bagunça e dentro de tanta névoa ainda é possível encontrar luz, som, coração batendo feito estrela que acaba de nascer. Tudo de colorido, florido e dançante está atrás das portas, meu anjo, e as chaves eu só entreguei a ti. Vem, vem que eu não deixarei praga alguma corroer essa sua alegria de nascença. Vem, mesmo sabendo da minha escuridão, que eu não permitirei que males se aproximem de ti, ainda que para isso eu precise prendê-los em minhas mãos frágeis, nuas e calejadas. Eu saberei te cuidar, eu saberei trazer felicidade, porque qualquer resquício grandioso que eu encontrar no caminho será só para ti, amor, só para ti.

domingo, 26 de junho de 2011

E quem um dia poderia imaginar que no futuro a gente pudesse se encontrar?
E quem um dia poderia dizer que quem eu realmente procurava era você?
Se nem eu mesma poderia supor que era você quem curaria a minha dor.
E hoje você é meu sonho e a minha realidade.
É o dono do meu pensamento, da minha vontade.
E de novo a ideia do futuro chega para me confrontar.
Escrever é externalizar um medo, externalizar, é torna-lo real. Torna-lo real é fazer com que ele te confronte todos os dias.
Assim são as palavras, são flechas lançadas para nao te fazer esquecer daquilo que voce nao queria mais lembrar.
Como pode escrever algo que era pra te alivar, acabar te pesando ainda mais?

1.

Ela havia chegado mais cedo do que o esperado no aeroporto. Sentou-se numa cadeira próxima a área de embarque e aguardou. Olhava os rostos indo e vindo, e imaginou quais seriam as historias que traziam contigo. Será que tal como ela, haviam perdido o amor de suas vidas? Ou seriam eles os amores perdidos de alguém? Afastou a ideia da cabeça, nao queria pensar nisso agora.
Esticou as pernas e cruzou os braços, estava ansiosa, e nao sabia o que esperar do dia de hoje.
Era inevitável que algumas lagrimas rolassem, mas nao podia chorar, nao naquele momento.
Verificou ao redor pra ver se ele nao havia chegado mais cedo, mas sabia que o único aeroporto da cidade nao era la tao grande para desencontrar alguem. Pensou se nao era melhor ir embora, e tentar ignorar a ida dele. Mas sabia que nao era possível.
Torcia por ele, sabia que havia chegado o momento que ele planejou durante todos os anos da faculdade. E sabia também que nao existia a possibilidade de um namoro a distancia. Ele ja teve pessimas experiencias, e sabe que nao poderia confiar de novo, embora a amasse. E ela também era insegura o suficiente pra nao ficar tranquila por nao saber o que ele estava fazendo tao longe. Era insegura por saber que nesse mundo existem mulheres tao mais interessantes do que uma simples estudante de arquitetura, que entrou nas aulinhas de inglês recentemente. E que nunca poderia visitar o namorado no exterior.
Sabia disso. Sabia antes mesmo de o conhecer melhor. Ela não podia reclamar, conhecia o risco da distancia desde o primeiro dia que saíram naquela noite de segunda. Ele quem levantava a hipotese perguntando se "valia mesmo a pena começar qualquer coisa se ano que vem ele estaria mudando de país". "Tolinho" Ela pensou, era capaz de nem estarem juntos no outro dia. Mas não foi isso que aconteceu.
Sentada no banco do aeroporto ela suspirou quando reviveu todos os momentos até ali. O tenebroso dia da partida havia chegado, o dia que tantas vezes ela preferiu ignorar, mesmo que a ideia a consumisse por dentro. Havia pensado tanto nesse dia, que mal podia crer que o maior pesadelo das noites de insonia estava virando realidade. Idéia que nao deixava de a machucar, mesmo que ainda faltassem meses pra acontecer. No fundo, ela sabia que realmente iria acontecer, e que tal como prevera, eles nao continuariam juntos após.
O dia chegou, e ao contrario do que pensavam tinham conseguido ficar juntos durantes os melhores meses da vida de ambos.
De olhos fechados ela perguntava se era mesmo justo que o único menino que a fez sentir segura e amada partisse, o que fez seu estomago embrulhar e seu coração ficar ainda mais apertado.
Por mais que soubesse que o dia chegaria, e por mais que imaginasse o que iria fazer, como iria se sentir, por mais que tecesse diferentes planos, nada chegava perto do que estava sentido agora. Porque la no fundo tinha esperança de que esse dia nao chegasse ou ao menos que eles continuariam lutando pelo amor tao singelo que sentiam. Mas as vezes, só o amor nao é o suficiente.
Os ponteiros do relógio mostravam que estava quase na hora dele chegar. Ela sabia que nao deveria ter ido, mas nao conseguiu evitar. Tinha falado com ele que nao iria ao aeroporto ha dois dias, quando terminaram. Não poderia suportar em dobro a dor da despedida, a dor da perda.
Mas lá estava ela, sentada de frente a porta de embarque esperando que a qualquer momento desperte do pesadelo que a envolveu nas ultimas semanas.
Nao podia negar a confusão de sentimentos que se apoderou do seu corpo. Nao conseguiria ficar em casa, tinha que dar um ultimo abraço e um ultimo "se cuide". Ela queria cuidar, ela queria abandonar tudo e ir junto, queria poder o ver todos os meses, falar que o ama, continuar sendo a namorada dele, titulo antes que nunca deu tanto orgulho, mas seu conto de fadas tinha chegado ao fim sem o "felizes para sempre".
Foi então que chegaram, a família, os amigos, e ele. Todos felizes, todos sorrindo, porque continuariam fazendo parte da vida dele mesmo com ele longe. Ela era a única que saíra.
Nao conseguiu conter as lagrimas quando saiu correndo para abraça-lo. Sentiu seu corpo, seus cabelos, seu cheiro. Ele nao pode conter a surpresa de ter a visto. Se abraçaram por um longo tempo, ambos sentindo o amor de um pelo outro, ambos sentindo a mesma tristeza. Ambos sabendo que nao podiam fazer mais nada.
É difícil esperar por algo que você sabe que nunca poderia acontecer, mas é mais difícil de
largar, quando é a única coisa que você quer.

Ele tinha que ir embora, ela murmurou o "te amo, se cuida" e se virou antes que ele pudesse responder alguma coisa.
E enquanto ela ia embora pra casa, pensou em como a vida dela se assemelha a um aeroporto, muitos chegam, muitos partem, ninguem fica. Foi assim que aconteceu durante toda a sua vida, com seu pai, seu avo, seus amigos, alguns namorados que nao valiam nada, e agora com ele, que tanto valia mas que como os outros, foi embora.
Ela se via sozinha novamente. E sozinha foi como decidiu seguir. Sem mais partidas, ela agora que ia embora.
Reveu alguns planos, traçou novas metas, seguiu alguns destinos. E nunca mais se viram novamente. Ele chegou a voltar para o Brasil, ela decidiu nunca mais chegar perto de algo que lembrasse o maior amor da sua vida.
Ele ainda pensa nela, ela ainda o ama. Se cruzaram algumas vezes pelas redes sociais. Ele com sua nova namorada, ela com seus dias frios e cafés que aprendeu a apreciar por causa dele.
Doía em ambos, mas seguiam em frente.

Porque afinal, a vida era assim, de idas e vindas, e restavam apenas boas lembranças e uma história deliciosa.

“E eu digo o tempo todo: o teu ser é conjunto do meu, assim adoçamos nossas vidas.”

- Caio Fernando Abreu.

segunda-feira, 20 de junho de 2011


Mesmo que querer não seja poder, ouvir o que voce quer me traz grande emoção... Não me importa se não prevemos o futuro, mas me deixa saber dos seus planos, dos seus desejos. Tira esse medo de dentro de você para que eu possa tirar o meu também. Vamos sonhar, planejar, traçar metas, traçar o futuro. Ás vezes é bom não agir com tanta cautela, as melhores coisas vêm com o momento. Não o deixe passar...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

eu gosto das suas pequenas manias, dos seus mais estranhos segredos, gosto das coisas novas que tem me contado, das coisas novas que tenho percebido, eu gosto do seu jeito e principalmente do que foge ao normal.gosto de perceber que você está sendo você mesmo, gosto de como me faz sentir que quer compartilhar sua vida comigo.gosto do que temos construido, do que temos vivido.

te quero ao meu lado, você sabe.

"Seu sorriso derretia satélites e corações gelados."
— Caio Fernando Abreu

domingo, 12 de junho de 2011

Sei lá o que aconteceu, mas quando eu vi eu já estava te amando.

“Te amo de todas as maneiras possíveis. Sem pressa, como se só saber que você existe já me bastasse. Sem peito, como se só existisse você no mundo e eu pudesse morrer sem o seu ar. E, por fim, te amo até sem amor, como se isso tudo fosse tão grande, tão grande, tão absurdo, que quase não é. Eu te amo de um jeito tão impossível que é como se eu nem te amasse. E aí eu desencano desse amor, de tanto que eu encano. Pois ninguém acredita na gente, nem você. Mas eu te amo também do jeito mais óbvio de todos: eu te amo burra. Estúpida. Cega. E eu acredito na gente. Sabe, não é um sentimento egoísta e muito menos possessivo. É apenas uma saudadezinha. Gostosa, tranqüila, bonita, saudável, de longe. E, quem diria: leve.”

Tati Bernardi.

“Eu vou deixar você falando, mesmo que o assunto não me interesse, só pra ouvir sua voz. Eu vou deixar você rir das coisas mais bobas e que pra mim realmente não tem graça, só pra ver você sorrir. Vou deixar que você ouça as músicas que mais goste, ainda que eu as odeie, só pra te ouvir cantando todo bobo. Eu vou deixar que você fique me olhando até sem querer, mesmo que me deixe sem graça, só pra ver como ficam seus olhos quando me observam. Vou deixar você me pedir o que quiser, só pra que eu realize os seus pedidos. Vou deixar você tendo seus ciúmes sem sentido, só pra te ver com aquela carinha de quem tem razão. Vou fazer de tudo por você, só não vou deixar que você me deixe, eu não saberia continuar se não tivesse você. Então deixa que eu te cuido, deixa que eu te tenha, deixa, pode deixar, deixa que eu vou saber te amar.




Feliz dia dos namorados. s2

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Dizem por aí que as pessoas precisam de doses diárias de felicidade para viverem. Me perguntei o que é felicidade. É ouvir a sua voz e sorrir, conversar com você e perceber risadas escandalosas sendo liberadas por mim mesma. Felicidade é algo complexo, já que eu simplesmente não consigo explicar o que estou sentindo por você. Mas eu sei que é verdadeiro. Seria exagero pedir para que você fique ao meu lado para sempre? Porque eu não me importaria de abrir mão do meu próprio bem só para garantir o seu. Já conheci milhares de pessoas que diziam que me amavam e depois iam embora. Então, fica. Fica aqui, não seja só mais um prestes a partir. Fica para que eu possa ver o seu sorriso por todas as manhãs. Fica para que eu te chame de bobo. Fica para que eu lhe prove o quanto você consegue alterar o meu nível de idiotice. Fica para que possamos ouvir as nossas músicas, ou até ver o nosso filme juntos. Fica na minha vida para que eu possa te mostrar o quanto valeu à pena esperar por tanto tempo para sentir o seu toque […] E é insuportável ir dormir sem ter você do outro lado da cama para me abraçar. Horrível acordar, olhar para o lado e perceber o vazio. Ou melhor, perceber que está faltando o seu sorriso. O único pelo qual eu lutaria para ter, mesmo quando estivesse sem força. Afinal, ele é o motivo pelo qual resisto a tudo. Às vezes o amor é assim, você foge, evita e procura não assumí-lo. E quer saber? Você é aquele alguém pelo qual eu quero viver eternamente ao lado. Eu sou uma fábrica de pensamentos que não para de imaginar você cuidando de mim. -Ele é aquele típico garoto errado, que insiste em fazer o contrário só para provocar. É aquele que mesmo sem esforço, vai colocar um sorriso no seu rosto e te deixar vermelha de vergonha. É aquele pelo qual você não ousaria se apaixonar… mas se apaixona. -Porque no fundo, não importa se eu ver estrelas cadentes ou horas iguais, o meu desejo sempre será você. Aqui. Agora. E para que nunca tenha um fim.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Tenho um carinho imenso por esse blog. Ele me acompanhou em momentos dificeis, era o único lugar aonde eu poderia ser sincera e desabafar, aonde eu poderia descontar meus medos e frustraçoes, porque ninguem mais tinha paciencia ou queria ouvir meus lamentos.
Eu realmente gosto desse blog.. Tantos anos escrevendo, tantos anos me escondendo por aqui.
:)

Te amo, Alohomorah. <3