terça-feira, 6 de novembro de 2012

Às vezes, a solidão é somente isso:
opção.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012


Nosso amor chegava ao fim e era inútil qualquer tentativa. Eu sabia que não tinha mais jeito.
Às vezes, meu amor, tudo que a gente tem que fazer é simplesmente deixa ir, se esvaziar. Não era hora de me esvaziar de você, mas você estava se esvaziando de nós dois. Eu sentia isso. E exatamente por sentir tanto que eu preferiria sair do seu caminho. Eu já arquitetava o plano. Me doía, mas eu sabia que eu era seu problema. E que precisava sair do caminho. Talvez te amar de longe não fosse tão ruim assim, sabe? Eu te deixaria com uma lágrima no olho, mas logo te veria feliz reconstruindo seus planos, sua vida. Era melhor. Afinal, você me ensinava que quando é amor mesmo, a gente não se importa se a pessoa está longe ou perto. A gente se importa se ela está feliz. Paixão odeia distância, quer se fazer dona. Amor camufla o sentimento e deixa ir. Como me dói dizer isso, mas eu precisava te deixar, meu amor. Eu precisava.
Aquele encontro tinha um ar de despedida e eu sei que você também sentia isso. Quando levantou para buscar a água, eu fui até a gaveta, peguei minhas coisas e as coloquei na bolsa. Voltei para a cama e vesti a blusa de frio. Acho que daqui a um tempo dará falta do seu boné amarelo, você sabe que era o meu favorito e eu tive que levá-lo comigo. Depois que voltou, eu respirei fundo, olhei em seus olhos pela última vez e inventei qualquer compromisso. Disse que iria embora e fechei a porta daquele apartamento sem olhar para trás, certa de que era minha última vez ali.
Eu deixava uma vida, deixava parte de mim. Eu precisava viver e para isso, eu precisava te deixar. Deixar a minha vida com você para trás. Como é triste o fim, meu amor. Mas como me alivia saber que outra, em breve, colocará sorrisos em seu rosto. Sabe, acho que isso não é egoísmo. Não sei o que eu sinto por você, mas acho que é amor. Bem sincero amor.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Chorando até dormir mais uma vez, sem ninguém ver, sem ninguém saber.








sábado, 13 de outubro de 2012

I put a blank paper in front of me and all i could do is scribble. That’s exactly what i feel now. I cant really put in words to what a mess I’ve been feeling these days. I hope tomorrow will be better.

sábado, 6 de outubro de 2012

Quando você vê que suas postagens no ano de 2012 nem chegam a 100, é que você entende que realmente a felicidade não da emoção para escrever. Você só escreve quando ta infeliz. 
É estranho se deparar com aquelas crônicas em que você lê que sempre ha aquele amor que nunca é esquecido, que apenas deixa ele lá no fundo da memória e aprende a não falar sobre. Sempre existirá uma pessoa que por mais que tenha te feito sofrer, vai lembrar e ao sentir o perfume dela irá olhar para trás quase que sem perceber. 
Mesmo que esteja quase casando com o homem ou a mulher dos seus sonhos, mesmo  que seja a pessoa mais feliz do mundo, sempre há aquela pessoa que fica la no fundo da sua cabeça, guardado, que não sabe como iria agir caso encontrasse na rua, ou até mesmo que espera que esbarre um dia e faça questão de esfregar na cara o quanto esta ótimo(a), obrigado (a). 
É até engraçado e você até pensa o quanto gostaria de não ter essas lembranças mas é inevitável. Ela está aí, e você sabe disso quando percebe que aquela pessoa veio a sua mente enquanto lia esse texto.

sábado, 22 de setembro de 2012


Li uma crônica dia desses que descrevia o cara dos sonhos de alguém. Nela a autora certamente desabafava sobre os maiores erros e acertos dos homens que passaram por toda sua vida. Existindo ou não, no final do texto, consegui entender exatamente o que naquele momento ela (ou a personagem) procurava. Passei alguns minutos imaginando também como seria o cara dos meus sonhos. Senti um vazio chato por já não fazer ideia de como descrevê-lo com palavras. Então, o que era apenas um pensamento se tornou um desafio, e cá estou escrevendo sobre ele – seja lá onde estiver.
Acho que é isso. Não quero mais um amor. Quero alguém que me entenda até nas horas que eu já não consigo fazer isso sozinha. Não quero frases prontas, aliança e rosas vermelhas. Quero um abraço em silêncio e com falta de ar. Não quero ter que mostrar o caminho sozinha, quero aprender a não me importar tanto com a direção.
O cara dos meus sonhos sabe mais do que eu sobre a vida. É justamente isso que me faz querer estar sempre ao seu lado. Ele gosta dos pequenos e quase imperceptíveis detalhes.  Enxerga os meus, e enquanto brigo por coisas bobas do cotidiano, os repara em silêncio. E nesses momentos, ignora absolutamente tudo que digo. Depois me beija causando uma amnésia temporária – até eu entender que não vale a pena ter sempre razão.
Não me importo tanto com a cor dos seus olhos. Mas me derreto pela maneira com que eles me encaram quando acham que estou distraída. Também não me importa com a cor dos cabelos. Torço é para que ele não seja tão cuidadoso com eles – vou adorar bagunçá-los quando estiver com tédio. Ele não se preocupa tanto com o corpo. Não compra besteiras todo dia. Ama fotografia, livros e alguma outra coisa idiota que eu provavelmente odiarei  (e respeitarei) no futuro – talvez seja futebol, videogames ou sei lá, rock pesado.
Ele faz carinho no meu braço enquanto durmo. Ama viajar e ir ao cinema. Tem orgulho dos meus sonhos e faz questão de nunca se tornar um obstáculo. Ele não tem histórias mal-resolvidas com ninguém do passado. Já esteve dos dois lados – foi canalha e coitado. Viveu o que tinha pra viver, e no momento em que finalmente estiver ao meu lado, estará. Plenamente.
É nessa mistura de tempos verbais, que desabafo sua improvável existência. Ele não é príncipe, não é sapo e nem é meu. É do mundo. Por isso vou dormir e acordar, até chegar a hora certa de vê-lo (ou revê-lo). Quero estar pronta por dentro e por fora. Pra no meio dessas grandes multidões de todo dia, a gente se esbarrar, olhar pra trás ao mesmo tempo e pensar: É você.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

"Tive vontade de chorar mas nada saiu. Era apenas uma espécie de doença triste, doença da tristeza, quando você não pode se sentir pior. Eu acho que você conhece isso. Acho que todo mundo conhece isso de vez em quando. Mas acho que eu tenho conhecido isso muito freqüentemente, muitas vezes." - Bukowski.

and theres no more thinkin
and theres no more feeling
cause theres no right opinion
so can you tell me what im supposed to do
 
The White Stripes - Do

domingo, 2 de setembro de 2012


"Tô morando, trabalhando, estudando e amando. Esses são os quatro foles da minha vida, no momento, e sobre cada um deles eu teria milhares de páginas a preencher. Sei lá, menina, tá tudo tão legal - e um legal tão batalhado, um legal merecido, de costas e pernas doendo, mas coração tranquilo."


Caio F. Abreu.