segunda-feira, 25 de julho de 2011

6 months. ♥

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Teu corpo colado, grudado no meu, a total falta de espaço. É assim que eu quero, é assim que eu preciso. Você aqui em todos os momentos, me enlouquecendo, me beijando, me encaixando no teu abraço da maneira que só você sabe. Não é preciso muito para me fazer feliz quando tudo que eu preciso está em você.


Só precisa dizer venha que eu estarei aí.
Um chamego aqui, um cafuné ali e um pouco de poesia em cada canto. É assim que deveria ser, todos os dias. Acordar com o peso do teu corpo nu e quente sobre o meu. Ficar ali, imóvel e invisível à teus olhos fechados, apenas te olhando e aguçando a audição até poder ouvir os batimentos calmos e uniformes vindos do teu peito. Emocionar-me por recordar que minha vida depende desse coração singelo, por ora. - Sim, por ora, porque na maioria das vezes ele é agitado, é tempestade e é furacão; na verdade, você é, me embala, me sacode e me leva nesse ritmo violento. - Enxugar os vestígios da alma, levantar manso e ir até a cozinha preparar uma surpresa à moda antiga. Ser surpreendido e enlaçado pelas costas, por quem deveria estar sendo surpreendida. Depois, já coberto de beijos e se sentindo um presente, desfazer-me, sentir-me presentado, despir-nos e presentear com amor. Fazê-lo ali mesmo, na bancada, na cadeira, no chão, mas, de todo modo, fazê-la se sentir amada. Demonstrar o que tão bem nos fez e ainda pode fazer.

terça-feira, 19 de julho de 2011

"...falar o que se sente é considerado uma fraqueza. Ao sermos absolutamente sinceros, a vulnerabilidade se instala. Perde-se o mistério que nos veste tão bem, ficamos nus.


E não é este tipo de nudez que nos atrai. Se a verdade pode parecer perturbadora para quem fala, é extremamente libertadora para quem ouve. É como se uma mão gigantesca varresse num segundo todas as nossas dúvidas. Finalmente se sabe. Mas sabe-se o quê? O que todos nós, no fundo, queremos saber: se somos amados.


Tão banal, não? E no entanto esta banalidade é fomentadora das maiores carências, de traumas que nos aleijam, nos paralisam e nos afastam das pessoas que nos são mais caras.
Por que a dificuldade de dizer para alguém o quanto ele é - ou foi - importante? Dizer não como recurso de sedução, mas como um ato de generosidade, dizer sem esperar nada em troca. Dizer, simplesmente.
A maioria das relações - entre amantes, entre pais e filhos, e mesmo entre amigos - ampara-se em mentiras parciais e verdades pela metade.
Pode-se passar anos ao lado de alguém falando coisas inteligentíssimas, citando poemas, esbanjando presença de espírito, sem alcançar a delicadeza de uma declaração genuína e libertadora: dar ao outro uma certeza e, com a certeza, a liberdade.
Parece que só conseguiremos manter as pessoas ao nosso lado se elas não souberem tudo. Ou, ao menos, se não souberem o essencial.
E assim, através da manipulação, a relação passa a ficar doentia, inquieta, frágil. Em vez de uma vida a dois, passa-se a ter uma sobrevida a dois.
Deixar o outro inseguro é uma maneira de prendê-lo a nós - e este "a nós" inspira um providencial duplo sentido. Mesmo que ele tente se libertar, estará amarrado aos pontos de interrogação que colecionou.
Somos sádicos e avaros ao economizar nossos "eu te perdôo", "eu te compreendo", "eu te aceito como és" e o nosso mais profundo "eu te amo" - não o "eu te amo" dito às pressas no final de uma ligação telefônica, por força do hábito, e sim o "eu te amo" que significa: "seja feliz da maneira que você escolher, meu sentimento permanecerá o mesmo".

Libertar uma pessoa pode levar menos de um minuto. Oprimi-la é trabalho para uma vida. Mais que as mentiras, o silêncio é que é a verdadeira arma letal das relações humanas."

Martha Medeiros.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

“Cansei de caçar seus verbos soltos, escudos de quem acha que tem o gênio indomável sabendo que não passa de um daqueles que enguiçam a raça humana. Se quiser vir, que seja sem esse egoísmo tão “século-vinte-um” de trilhar caminhos pela metade, escapar pelos canteiros e me deixar falando pelos cantos. Se for pra calar minha boca, vem. Se for pra reescrever minha vida, vem. Mas que seja à caneta.”

- Gabito Nunes.

“Meu problema não é idealizar as coisas sem problemas. Meu problema é que quando eles aparecem eu os idealizo muito maiores.”

- Tati Bernardi.

“Tô esperando o dia que isso vai passar. Tô esperando acabar, passar, morrer, sangrar até o fim. Esperando o tempo que acalma chamas com seus ventos de mil pés distantes. Esperando alguém que ocupe, distraia, desacorrente, solte, substitua, torne nada demais. Esperando não sentir mais ódio e nem tesão e nem ciúme e nem saudade. Esperando porque é o que resta mesmo, não é falta de coragem, não é de se fazer, é de se sentir e só. Nem sempre a força de um amor é pra sair às ruas, pra viver histórias. (…) Mas você erra quando acha que alguém resolve um amor. O amor é que, se tivermos coragem pra deixar, resolve aos poucos a gente.”

- Tati Bernardi.

domingo, 17 de julho de 2011

“Eu prefiro amar alguém que eu nem saiba o nome. Eu prefiro amar a mim mesma. E boa sorte pros que ainda tentam, vejo vocês no fundo do poço. E no fim, seus amores só os chamarão de passado e experiências infrutíferas.”

- Caio Fernando Abreu.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Não consigo resistir a escrever sobre você. Você e seu jeito confuso. Você e esse rosto. De onde você tirou esse rosto? Meus Deus, aonde foi que você aprendeu a me olhar assim? Vai, toma, leva. Me emprestei um pouco, agora leva o resto. Não tenho o que fazer com o que ficou de mim..