quarta-feira, 21 de setembro de 2011

- Oi…

- Quem é você?

- Você já me esqueceu?

- Esqueço fácil as pessoas.

- Você dizia que eu era importante.

- E você deve ter brincado com meu coração.

- Como deduz algo tão absurdo?

- Só esqueço quando saem da minha vida, e se você saiu, você brincou com ele.

- Sorte sua.

- Sorte?

- É, esquecer as pessoas tão fácil assim.

- Ah sim, sorte… Acho que não. Aprendi a lidar.

- Mesmo assim.

- Já se passaram alguns anos, o tempo ajudou.

- Mas você disse que não lembrava…

- Mas eu lembro. Você foi a única pessoa que eu não esqueci.

- Ah…

- Não fui sutil o bastante?

- Eu também não esqueci você.

- Isso é fato, afinal, foi você quem veio aqui.

- Só queria botar a conversa em dia, quer um chá gelado? Sei que você gosta.

- Gostava, ficou meio amargo depois de um tempo, assim como você. Licença, você está me atrapalhando a regar as flores.

- Desculpe.

- Tudo bem, é só chegar um pouco para o lado.

- Não, me desculpe por ter partido.

- Você teve que partir… A cidade já não era boa.

- Não, desculpe por ter partido seu coração.

- Ah, isso? Tudo bem, me dê mais alguns anos e eu esqueço.

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