caso você queira, posso passar seu terno, aquele que você não usa por estar amarrotado. costuro as suas meias para o longo inverno. use capa de chuva, não quero ter você molhado. se de noite fizer aquele tão esperado frio, poderei cobrir-lhe com o meu corpo inteiro, e verás como a minha pele de algodão macio, agora quente, será fresca quando for janeiro. nos meses de outono eu varro sua varanda, para deitarmos debaixo de todos os planetas. o meu cheiro te acolherá com toques de lavanda. em mim há outras mulheres e algumas ninfetas.
depois plantarei para ti margaridas da primavera, e aí no meu corpo somente você e leves vestidos para serem tirados pelo seu total desejo de quimera. os meus desejos, irei ver nos seus olhos refletidos. mas quando for a hora de me calar e ir embora, sei que, sofrendo, deixarei você longe de mim. não me envergonharia de pedir ao seu amor esmola, mas não quero que o meu verão resseque o seu jardim.
nem vou deixar – mesmo querendo – nenhuma fotografia. só o frio, os planetas, as ninfetas e toda minha poesia.
depois plantarei para ti margaridas da primavera, e aí no meu corpo somente você e leves vestidos para serem tirados pelo seu total desejo de quimera. os meus desejos, irei ver nos seus olhos refletidos. mas quando for a hora de me calar e ir embora, sei que, sofrendo, deixarei você longe de mim. não me envergonharia de pedir ao seu amor esmola, mas não quero que o meu verão resseque o seu jardim.
nem vou deixar – mesmo querendo – nenhuma fotografia. só o frio, os planetas, as ninfetas e toda minha poesia.
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