quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

É claro que eu não poderia perder a oportunidade de te escrever, agora, enquanto ainda sinto seu gosto na minha boca, depois de poucos minutos que cheguei em casa.
É bem possível que esse não seja o melhor texto que eu já escrevi, porque além de estar com sono, cansada e morrendo de calor, eu só consigo pensar em como eu quero voltar e bater na sua porta, com qualquer desculpa.. Pode ser porque esqueci a chave, ou porque caiu um meteoro na rua de cima, impedindo que os onibus passem, e que preciso de um lugar pra dormir..
A verdade é que eu não queria ter que dar tchau pra você. Mesmo sabendo que a semana passa rápido, que daqui a pouco chega o dia de te ver de novo, de poder de abraçar e sentir seu cheiro, eu não queria ter que parar de fazer tudo pra esperar o proximo dia. É bem como diz aquela música… “eu quero sempre mais de ti…”.
Mas se é pra olhar o lado bom, a saudade me faz escrever pra você. Me faz te dizer coisas que, talvez, eu não saberia dizer se tivesse você todos os segundos bem perto de mim. A saudade que eu sinto de você é daquelas que começam quando a hora de ir embora vai chegando, e começa apertar, apertar, apertar.. até que a gente se abraça tão apertado que não se sabe mais o que é saudade e o que é abraço… é assim que eu gosto, sabia? e é assim que eu quero você agora, daqui 10, 20, 30.. e todos os anos que couberem na eternidade.



(texto de ontem)

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