sábado, 12 de setembro de 2009

Eu me sinto tão limitada. É como se eu tivesse abdicado do direito de sorrir e quisesse ver quantas lágrimas meus olhos são capazes de deixar jorrar. O que mais me assusta é que estou me acostumando com isso, à idéia de que essa é a penalidade mais cabível ao meu caso, soa correta pra mim. Parece justo: eu desabo por dentro, vou perdendo minhas características a cada choro, vou empalidecendo a cada pensamento frustrante, e o mundo lá fora sorri. Simplesmente sorri, como quem assente com a minha dissolução involuntária... Devo merecer isso tudo, é.

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