quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Contar os dias dói. Parece que quando se contam os dias, eles não passam. São folhas esquecidas pelo vento. São canções esquecidas pelos músicos. Quando se contam os dias, a vida passa devagar e qualquer sorriso não tem tanta beleza. A vida se preocupa com o amanhã, se preocupa com o que ainda não chegou. Que quando querem contar os dias, não esperamos agora, esperamos pra depois. Mas e o depois, o que é, afinal? Não sabemos, porque hoje choveu, mas amanhã poderá fazer sol. Porque o sol sempre nasce, como sempre nasceu.
Contar os dias dói, mas tem horas que é como a heroína. Dói, mas é viciante.

Nenhum comentário:

Postar um comentário