Eu me lembro do que você usou no primeiro dia para descrever o que você sentiu quando nos encontramos. Eu me lembro das suas doces palavras e dos seus lindos gestos - desde os mais simples, até os mais complexos e difíceis de se decifrar. Lembro de como era quando ríamos juntos, e o quanto nos identificávamos com alguma semelhança de gostos e de opiniões em comum. E apesar de todas as diferenças, nós sempre achávamos saída para encontrar alguma maneira qualquer para nos auto-desculparmos por alguma besteira que falamos e por um erro que cometíamos querendo acertar. Sempre foi assim, né? Você agindo feito louco, achando que a vida passava depressa demais e querendo aproveitar cada instante como se fosse o último. E eu, toda boba, querendo que você não se apressasse tanto, pois achava que iríamos ter o resto da vida para aproveitarmos as chances que a vida nos trás.
E eu ouvi baterem na porta tantas e tantas vezes.. mais quando eu olhava pra você, todos os meus sentidos eram direcionados especialmente pro seu rosto, pra sua voz, pra sua maneira engraçada de falar, e pelos seus pedidos de carinhos. Eu queria ir lá atender. Juro que queria. Mais você pegava a chave, escondia ela de mim e eu me perdia nas suas brincadeiras com ela. É. Hoje eu já não ouço mais baterem na porta e as coisas andam particularmente difíceis de serem superadas pois a vida passou e levou você com ela. Talvez a sorte tenha cansado de bater na minha porta e dizer: Vem. Ainda dá tempo! Saia já daí, menina. A vida te trouxe ele 'do nada', e é 'do nada' que ele vai sair da sua. Anda. Vem, eu insisto. Ainda dá tempo!
E eu NUNCA dei ouvidos. As pessoas ao meu lado ouviram, insistiam em falar: Vá atender a porta. Tão batendo. [...] Hoje eu já não ouço mais o barulho que a porta faz quando se dá muros, ponta-pés nela. E vocênãoestáaquicomoelamesmohaviaprevisto, não é mesmo? Mais eu tranquei a porta. E dessa vez eu a guardei onde só eu sei onde está.
E aah, meus ouvidos, meus olhos e a minha sensibilidade estão desocupados agora. Não vou errar dessa vez. Qualquer movimento eu já vou atender. Tomara que a sorte só tenha ido tomar um café e já esteja voltando, e tomara que ela não me traga mais nenhum sorriso que faça eu me perder novamente, mas que ela VENHA,
porque eu tô precisando dela agora, mais do que nunca.
E eu ouvi baterem na porta tantas e tantas vezes.. mais quando eu olhava pra você, todos os meus sentidos eram direcionados especialmente pro seu rosto, pra sua voz, pra sua maneira engraçada de falar, e pelos seus pedidos de carinhos. Eu queria ir lá atender. Juro que queria. Mais você pegava a chave, escondia ela de mim e eu me perdia nas suas brincadeiras com ela. É. Hoje eu já não ouço mais baterem na porta e as coisas andam particularmente difíceis de serem superadas pois a vida passou e levou você com ela. Talvez a sorte tenha cansado de bater na minha porta e dizer: Vem. Ainda dá tempo! Saia já daí, menina. A vida te trouxe ele 'do nada', e é 'do nada' que ele vai sair da sua. Anda. Vem, eu insisto. Ainda dá tempo!
E eu NUNCA dei ouvidos. As pessoas ao meu lado ouviram, insistiam em falar: Vá atender a porta. Tão batendo. [...] Hoje eu já não ouço mais o barulho que a porta faz quando se dá muros, ponta-pés nela. E vocênãoestáaquicomoelamesmohaviaprevisto, não é mesmo? Mais eu tranquei a porta. E dessa vez eu a guardei onde só eu sei onde está.
E aah, meus ouvidos, meus olhos e a minha sensibilidade estão desocupados agora. Não vou errar dessa vez. Qualquer movimento eu já vou atender. Tomara que a sorte só tenha ido tomar um café e já esteja voltando, e tomara que ela não me traga mais nenhum sorriso que faça eu me perder novamente, mas que ela VENHA,
porque eu tô precisando dela agora, mais do que nunca.
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