Você tá sempre aqui. Eu sinto a sua respiração e você me abraça. Mas não toca. Nunca tocou. Só ficam esses sussurros vazios. E ninguém consegue me alcançar. Nem eu mesmo. Por que dói o tempo todo ser tão só assim. Dói essas grades, essas faltas, esses dias que só passam e não ficam. Porque nada fica. Nada permanece tempo suficiente para quebrar esses muros.
O coração mudo, o estomâgo vazio, as mãos que não se encontram, essas vertigens pela metade. É isso que me separa de ti e de mim. São essas possibilidades que eu inventei. São esses “quase”. São esses “nuncas”… É esse nada.
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